<T->
          Alegria de Saber
          Portugus -- 4 srie
          Ensino Fundamental
          
          Anina Fittipaldi
          Maria de Lourdes Russo
          Lucina Maria Marinho Passos

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Primeira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~,
          -- 2007 --

<P>
          Copyright Anina Fittipaldi,
          Maria de Lourdes Russo e
          Lucina Maria Marinho Passos

          ISBN 85-262-5295-X

          Direo adjunta editorial:
          Aurelio Gonalves Filho
          Responsabilidade editorial:
          Suely Yukiko Mori Carvalho
          Roberta Lombardi Martins
          Edio:
          Rita Narciso Kawamata
          Ana Luiza Couto
          Assistncia editorial:
          Lidiane Vivaldini Olo

          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 -- 6 andar
          e andar intermedirio Ala B
          Freguesia do  -- 
          Cep 02909-900 
          So Paulo -- SP
          Tel.: (11) 3990-1810
          ~,www.scipione.com.br~,


                               I
Anina Fittipaldi
  Mestre em Lingstica pela 
 Universidade Estadual do Rio de Janeiro -- UERJ (RJ)
  Ps-graduada em Cincias Sociais: uma perspectiva interdisciplinar pelo Ncleo de Ps-Graduao das Faculdades Bennett (RJ)
  Graduada em Pedagogia -- Didtica da Linguagem pela UERJ (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa e Redao da Universidade Cndido Mendes (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa e Literatura da Fundao de Apoio  Escola Tcnica (RJ)
  Coordenadora de Lngua Portuguesa do Colgio Sion -- Ensinos Infantil, Fundamental e Mdio (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa, Redao e Literatura do Colgio Sion -- Ensinos Fundamental e Mdio (RJ)

Maria de Lourdes Russo
  Mestre em Lngua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro -- UERJ (RJ)
  Graduada em Lngua Portuguesa e Literatura pela UERJ (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa e Metodologia da Pesquisa na Universidade Cndido Mendes (RJ)
  Professora do projeto Oficina de Textos para Ensino Fundamental da rede pblica municipal do Rio de Janeiro (RJ)

Lucina Maria Marinho Passos
  Ps-graduada em Lngua Portuguesa pela Faculdade de Cincias Humanas da Universidade Catlica de Minas Gerais,
com especializao em Educao Pr-escolar -- Secretaria de Estado da Educao (MG)
  Licenciada em Letras -- Portugus/Francs pela Faculdade de Filosofia, Cincias e Letras de Belo Horizonte (MG)
                             III
  Professora concursada de Lngua Portuguesa, Literatura Brasileira e Lngua Francesa no Ensino Fundamental e Mdio do Estado (MG)
  Professora de Lngua e Literatura Portuguesa no Ensino Mdio do Estado (RJ)
  Autora de livros didticos e de literatura infantil

               ::::::::::::::::::::::::

  Agradecemos a todos os alunos e
colegas professores que
compartilharam durante anos as
dificuldades e as descobertas
dessa maravilhosa experincia que
 conviver, no dia-a-dia, com a
lngua portuguesa.
  Agradecemos especialmente a
nossas crianas, hoje no to
crianas, que estimularam e
continuam estimulando nossa
crena de que  possvel educar e
transformar o ser humano, e
faz-lo mais feliz.

          Dados Internacionais de 
          Catalogao na Publicao (CIP)
          (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
 Fittipaldi, Anina
  Alegria de saber : portugus, 1 srie : ensino fundamental / Anina Fittipaldi,
Maria de Loudes Russo, Lucina Maria Marinho Passos. -- So Paulo : Scipione, 2004. -- (Coleo Alegria de saber)

  1. Portugus (Ensino fundamental) I. Russo, Maria de Lourdes. II. Passos, Lucina Maria Marinho. III. Ttulo. IV. Srie.

04-3413            CDD-372.#f
          ndice para catlogo sistemtico:
          1. Portugus : Ensino 
          fundamental 372.#f
<p>
                                V
Apresentao

  Caro estudante:
  Esta coleo  um convite a uma viagem inesquecvel ao
universo da comunicao.
  Ao longo desse percurso, voc vai passar pelos mltiplos
caminhos da linguagem brincando, conhecendo textos e autores
variados, debatendo diferentes assuntos
da atualidade e tendo a oportunidade de aprender a usar
inmeras ferramentas do universo da leitura e da escrita, que
vo lev-lo sempre a uma descoberta
  Neste livro voc ter a oportunidade de explorar textos,
como um viajante que vai acrescentando a sua bagagem um
jeito novo de ser e de estar no mundo. Encontrar sempre um
desafio, uma diverso, uma nova informao que vai prepar-lo
para interagir com outras pessoas, trocando idias, registrando
vivncias e sensaes, argumentando, pesquisando, construindo
sua histria de leitor e produtor de textos.
  Preparamos um roteiro especial
para algum especial: voc, que
espera aprender imaginando,
sonhando, se divertindo, se
emocionando, enfim,
descobrindo o sabor da
leitura e da escrita!
  Convite feito! Ento, 
hora de abrir o livro e
comear a viagem!

As autoras
<p>
                             VII
<R+>
<F->
Sumrio Geral

Primeira Parte

Unidade 1

Artes... Arte!

Uma atividade diferente :::: 1
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 4
Portinholas, Ana Maria 
  Machado e Candido 
  Portinari
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Agora voc escreve ::::::::: 11
Avaliando o texto
Detalhe puxa detalhe ::::::: 12 
Trabalhando a oralidade :::: 15
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 16
Picasso, Vivina de Assis 
  Viana
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Divertimento ::::::::::::::: 20
Detalhe puxa detalhe ::::::: 21
Curiosidade :::::::::::::::: 22
Na ponta da lngua ::::::::: 26
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 27
Roda de leitura :::::::::::: 29
Curiosidade :::::::::::::::: 32
Agora voc escreve ::::::::: 33
Avaliando o texto
Texto do dia-a-dia ::::::::: 34
Divertimento ::::::::::::::: 36
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 37
O leo e o ratinho, Jean 
  de La Fontaine
Discutindo as idias do 
  texto
Agora voc escreve ::::::::: 40
Avaliando o texto
Uma atividade diferente :::: 41

Unidade 2

Corao que bate sente...

Uma atividade diferente :::: 43
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 45
Se ligue em voc, 
  Luiz Antonio Gasparetto

                             IX
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Curiosidade :::::::::::::::: 48
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 51
Charge, Aroeira
Seguindo as pistas do texto
Detalhe puxa detalhe ::::::: 52
Trabalhando a oralidade :::: 53
Agora voc escreve ::::::::: 56
Avaliando o texto
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 57
Na ponta da lngua ::::::::: 58
Divertimento ::::::::::::::: 61
Roda de leitura :::::::::::: 61
Detalhe puxa detalhe ::::::: 66
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 68
A arte de ser feliz, 
  Ceclia Meireles
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Divertimento ::::::::::::::: 72
Detalhe puxa detalhe ::::::: 74
Texto dialoga com texto :::: 75
Uma atividade diferente :::: 77

Unidade 3

Ao trabalho

Uma atividade diferente :::: 80
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 83
Uma histria com mil 
  macacos, Ruth Rocha
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Detalha puxa detalhe ::::::: 90
Divertimento ::::::::::::::: 91
Agora voc escreve ::::::::: 92
Avaliando o texto
Roda de leitura :::::::::::: 93
Trabalhando a oralidade :::: 97
Texto do dia-a-dia ::::::::: 99
Detalhe puxa detalhe ::::::: 103
Divertimento ::::::::::::::: 104
Curiosidade :::::::::::::::: 104
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 107
Anncio e charge
Texto dialoga com texto :::: 109
Na ponta da lngua ::::::::: 114
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 115
Agora voc escreve ::::::::: 117

                             XI
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 121
Os filhos do carvo, J 
  Azevedo, Iolanda Huzak e 
  Cristina Porto 
Seguindo as pistas do texto 
Discutindo as idias do 
  texto
Divertimento ::::::::::::::: 123
Uma atividade diferente :::: 124

Segunda parte

Unidade 4

Aventureiros? Heris?

Uma atividade diferente :::: 127
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 129
O homem, as viagens, 
  Carlos Drummond de 
  Andrade
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 135
Texto do dia-a-dia ::::::::: 136
Detalha puxa detalhe ::::::: 139
Agora voc escreve ::::::::: 140
Avaliando o texto
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 141
Pedro, o menino navegador, 
  Lcia Fidalgo
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Texto dialoga com texto :::: 145
Curiosidade :::::::::::::::: 149
Trabalhando a oralidade :::: 152
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 154
O mundo de pernas para o 
  ar, Amyr Klink
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Agora voc escreve ::::::::: 159
Avaliando o texto
Divertimento ::::::::::::::: 160
Texto do dia-a-dia ::::::::: 162
Roda de leitura :::::::::::: 165
Divertimento ::::::::::::::: 167
Vamos ler 4 ::::::::::::::: 169
Joo e Maria, Sivuca e 
  Chico Buarque
Seguindo as pistas do texto

                           XIII
Discutindo as idias do 
  texto
Na ponta da lngua ::::::::: 172
Uma atividade diferente :::: 174

Unidade 5

Brasileiros, sim senhor!

Uma atividade diferente :::: 176
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 177
"Nacionalidade", Raquel de 
  Queiroz
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Na ponta da lngua ::::::::: 183
Curiosidade :::::::::::::::: 185
Texto dialoga com texto :::: 188
Detalhe puxa detalhe ::::::: 191
Trabalhando a oralidade :::: 191
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 194
"Direito  cultura", 
  Maria Clara Machado
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Detalhe puxa detalhe ::::::: 198
Divertimento ::::::::::::::: 199
Na ponta da lngua ::::::::: 200
Agora voc escreve ::::::::: 202
Avaliando o texto
Roda de leitura :::::::::::: 204
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 208
"A peleja", Ana Maria 
  Machado
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 213
Uma atividade diferente :::: 214

Unidade 6

Ler  bom, no ?

Uma atividade diferente :::: 216
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 218
"Um", Christiane Gribel
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Agora voc escreve ::::::::: 224
Detalhe puxa detalhe ::::::: 224

                             XV
Divertimento ::::::::::::::: 226
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 227
"Um aplogo", Machado de 
  Assis
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Trabalhando a oralidade :::: 234
Curiosidade :::::::::::::::: 235
Detalhe puxa detalhe ::::::: 237
Divertimento ::::::::::::::: 238
Na ponta da lngua ::::::::: 239
Agora voc escreve ::::::::: 240
Avaliando o texto
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 241
"Romeu e Julieta",William 
  Shakespeare
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Texto dialoga com texto :::: 246
Trabalhando a oralidade :::: 249
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 250
Roda de leitura :::::::::::: 251
Textos do dia-a-dia :::::::: 255
Divertimento ::::::::::::::: 256
Vamos ler 4 ::::::::::::::: 257
"A bola", Luis Fernando 
  Verissimo
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Detalhe puxa detalhe ::::::: 263
Curiosidade :::::::::::::::: 264
Uma atividade diferente :::: 265

Terceira Parte

Unidade 7

Terra, Planeta gua

Uma atividade diferente :::: 268
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 272
Estrelada, Milton 
  Nascimento e Mrcio 
  Borges
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Curiosidade :::::::::::::::: 275
Agora voc escreve ::::::::: 276
Avaliando o texto
Divertimento ::::::::::::::: 278

                           XVII
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 279
Roda de leitura :::::::::::: 282
Na ponta da lngua ::::::::: 286
Texto dialoga com texto :::: 288
Agora voc escreve ::::::::: 293
Avaliando o texto
Curiosidade :::::::::::::::: 293
Texto do dia-a-dia ::::::::: 295
Texto do dia-a-dia ::::::::: 298
Detalhe puxa detalhe ::::::: 299
Agora voc escreve ::::::::: 301
Avaliando o texto
Trabalhando a oralidade :::: 303
Uma atividade diferente :::: 305

Unidade 8

 Mistrios... suspense...
  fantasia...

Uma atividade diferente :::: 309
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 310
O mistrio das aranhas 
  verdes, Carlos Heitor 
  Cony e Anna Lee
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 316
Na ponta da lngua ::::::::: 317
Detalhe puxa detalhe ::::::: 321
Agora voc escreve ::::::::: 322
Avaliando o texto
Roda de leitura :::::::::::: 323
Curiosidade :::::::::::::::: 326
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 329
A guia dos ovos de ouro, 
  Claude-Catherine 
  Ragachi e Marcel 
  Laverdet
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Detalhe puxa detalhe ::::::: 335
Texto dialoga com texto :::: 336
Agora voc escreve ::::::::: 339
Avaliando o texto
Trabalhando a oralidade :::: 340
Texto do dia-a-dia ::::::::: 343
Divertimento ::::::::::::::: 345
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 347
Mania de explicao, 
  Adriana Falco

                            XIX
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Detalhe puxa detalhe ::::::: 349
Uma atividade diferente :::: 351

Unidade 9

Transformaes

Uma atividade diferente :::: 353
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 355
Sfot poc, Luis Fernando 
  Verissimo
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 362
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 363
Em boca fechada no entra 
  mosca, Ftima Miguez
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Texto dialoga com texto :::: 367
Detalhe puxa detalhe ::::::: 369
Vamos ler 3 ::::::::::::::: 371
No conta pra ningum, 
  Fanny Abramovich
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Na ponta da lngua ::::::::: 375
Trabalhando a oralidade :::: 377
Divertimento ::::::::::::::: 380
Roda de leitura :::::::::::: 381
Agora voc escreve ::::::::: 385
Avaliando o texto
Texto do dia-a-dia ::::::::: 385
Vamos ler 4 ::::::::::::::: 387
Ludi na Revolta da 
  Vacina -- Uma odissia no 
  Rio Antigo, Luciana
  Sandroni
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Agora voc escreve ::::::::: 393
Avaliando o texto
Curiosidade :::::::::::::::: 394
Uma atividade diferente :::: 398
<F+>
<R->

<7>
<Tale. saber 4 srie> 
<T+1>
Unidade 1

Artes... Arte!

  Nesta unidade, voc
vai aprender sobre
algumas manifestaes
artsticas, principalmente
a pintura.
  Voc gosta de pintar?
O que costuma
desenhar: casas, rvores,
barcos, bolas?
  E a palavra, 
tambm uma
manifestao artstica?
Voc pode pintar com
as palavras?

<R+>
Candido Portinari. *Meninos brincando*. leo sobre tela,
6072,5 cm, 1955. Coleo particular, Rio de Janeiro.
<R->

<8>
<R+>
Uma atividade diferente

 1 Leia todas as instrues para fazer o treino visual. O exerccio 
aprender a olhar.
 a) Respire bem devagar, inspirando e expirando calmamente.
 b) Feche os olhos por alguns segundos.
 c) Abra os olhos lentamente.
 d) Fixe o olhar no quadro ao lado. Que imagens voc descobriu
nele?
 e) Comente com os colegas: todos encontraram as mesmas
imagens?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

_`[{quadro: O Domnio de Arnheim, Ren Magritte_`]

Ren Magritte. O domnio de Arnheim. leo sobre tela, 73100 cm. 1938. Coleo particular.

<9>
 2 Observe os dois quadros, pintados por Tarsila do Amaral.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 A -- O mamoeiro, 1925.
 B -- So Paulo, 1924.
 
 a) Que desenhos aparecem nos quadros?
 b) A combinao desses desenhos, em cada quadro, caracteriza
diferentes paisagens? Quais?
 c) Por que no aparecem pessoas no quadro B? O que isso quer dizer?
 d) Agora, pense em diferentes figuras.
<R->
  Com um colega, crie maneiras de combinar essas figuras de modo
que formem um tema. Depois, desenhem as figuras,
compondo uma cena completa, organizada.
  Mostrem seu trabalho aos colegas e verifiquem se eles perceberam,
na montagem, a mensagem que vocs queriam transmitir.

<10>
<p>
Vamos ler 1

  O ttulo do texto que voc vai ler  Portinholas.Ana Maria Machado,
a autora, deu esse ttulo a uma histria que combina palavras s telas de
Candido Portinari, grande pintor brasileiro.
  Como sero essas portinholas? Para onde elas abriro?

Portinholas

 Pedro Paulo Pereira Pinto
 pobre pintor portugus,
 pinta perfeitamente portas,
 portais, portinholas,
 paisagens, pessoas, por
 preo pequeno.
  A menina ouviu aquilo e achou
muita graa. Logo aprendeu. No era
uma frase na lngua do p, com que ela
gostava tanto de brincar:
  -- Vopocp sapabepe fapalarpar napa
linpinguap dopo pep?
  No. A apresentao de Pedro Paulo Pereira
Pinto no era a mesma coisa. Mas essa outra
brincadeira, de comear todas as palavras com a letra
P, tambm era divertida e tentadora. (...)
  Tambm dava vontade de pintar. Portas, portais,
portinholas. Principalmente portinholas. Portas
pequenas, na medida exata, para que ela e as bonecas
pudessem passar. E as amigas, primas e irmos
menores que tambm quisessem brincar de casinha.
  Casas mgicas, onde as entradas fossem
portinholas. E por onde se pudesse entrar sempre,
para algum mundo melhor e divertido. (...)
  Mas continuava precisando de algum para
pintar as portinholas mgicas. Que se abrissem
para todas as brincadeiras possveis.
  No Natal, ficou pensando nisso.
<11>
  -- Me? Existe uma portinhola dos prespios?
  Arrumando a rvore, a me no entendeu:
  -- Do que  que voc est falando, minha filha?
  -- Uma portinhola mgica. Bem assim: a gente abria e l dentro
no encontrava exatamente uma casinha, mas uma terra cheia de
anjos e pastores.
  O pai ouviu e entrou na brincadeira:
  -- Isso mesmo. Todos crianas. Brincando com carneiros que iam
levar para o Menino Jesus.
  A menina gostou. Pronto, resolveu. Ia pedir portinholas de
presente de Natal.
  E ganhou. (...)
  Um livro grande e lindo, com uma capa onde estava escrito
PORTINARI.
  -- Candido Portinari foi um dos maiores pintores brasileiros --
explicou o pai. (...)
  A menina folheava o livro, embevecida. Para ela, cada foto de um
quadro era uma portinhola mgica. (...)
  Havia todo tipo de portinhola. Ela e os pais iam descobrindo juntos.
  Umas abriam para dentro de 
 casa. (...)
  Outras portinholas de Portinari davam direto no quintal.
  Com espao para muita correria. (...)
  -- Viu s que grande artista? -- perguntou a me.
  -- At parece que ele pinta a alma brasileira -- disse o pai.
  E a menina, que era brasileira, pensou nisso e percebeu
que naquelas portinholas ela estava inteirinha mas no
precisava entrar de verdade. Porque eram aqueles quadros
que entravam nela, numa espcie de mgica maior.
  -- Uma mgica que faz quadro virar portinhola mas
virar tambm espelho, mostrando o que j est dentro da
gente -- disse.
  Portas, portais, portinholas abertas para
todas as vidas possveis e impossveis.
  Portes dos sonhos, portais de 
<p>
todos os mundos, portinholas de Portinari.

<R+>
Ana Maria Machado e Candido Portinari. *Portinholas*. So Paulo: Mercuryo Jovem, 2003.
<R->

<12>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. A histria comea apresentando um conhecido trava-lnguas. Para que
servem as aspas colocadas nesse texto?
 2. A lngua do p  muito conhecida...
  -- Vopocp sapabepe fapalarpar napa linpinguap dopo pep?
  Traduza a frase acima.
 3. Na histria, que sentidos a palavra *portinholas* possui?

 4. Encontre palavras no texto que caracterizam:
 a) a brincadeira de iniciar todas as palavras com a letra p;
 b) a menina ao ler o livro;
 c) o livro.

 5. Casas mgicas, onde as entradas fossem portinholas. E por onde se pudesse entrar sempre (...)
  A palavra *onde* substitui outras palavras do trecho destacado. Que palavras so essas?

 6. Diferentes vozes aparecem nos textos: a voz do narrador, a voz das
personagens. Quem est falando nos trechos abaixo selecionados:
 a) -- Do que  que voc est falando, minha filha?
 b) -- Candido Portinari foi um dos maiores pintores brasileiros.
 c) A menina gostou. Pronto, resolveu. Ia pedir portinholas de
presente de Natal.
<R->

<13>
Discutindo as idias do texto

  As figuras de um quadro, por exemplo, organizam-se de uma
determinada maneira para construrem um tema.
  Nos textos escritos, isso tambm acontece com as palavras, com
as frases, com os pargrafos. Eles esto organizados de determinada
maneira, para produzirem um determinado sentido.
  Assim, os assuntos vo sendo encadeados em partes, em
movimentos, combinando-se.

<R+>
 1. Verifique a combinao de algumas idias do texto Portinholas:
 a) De que brincadeiras se fala no incio da histria?
 b) A seguir, o texto apresenta um desejo da menina. Que desejo 
esse?
 c) O que eram as portinholas?
 d) Para o pai da menina, o que as pinturas de Portinari retratam?

 2. Explique o sentido dos seguintes trechos:
  ...percebeu que naquelas portinholas ela estava inteirinha...
  Uma mgica que faz quadro virar portinhola mas virar tambm espelho,...
 3. Com base no texto, cite algumas caractersticas da menina e justifique
sua resposta.
 4. Na pgina 1 voc viu uma obra de Portinari. Que tipo de sentimentos
ela lhe inspirou? Converse com seus colegas a respeito.Todos sentiram
o mesmo?
<R->

<14>
Agora voc escreve

  O texto que voc leu aborda uma situao vivida por uma menina, sua
opinio sobre a vida e sobre a arte.
  Reescreva o texto a partir da frase A menina gostou..., mudando a
personagem para um menino. Faa todas as modificaes necessrias. Crie
tambm um novo final para histria, mostrando como esse menino aprecia
as obras de Portinari.
  Depois de pronto, troque seu texto com um colega.

Avaliando o texto

<R+>
 a) Voc fez todas as alteraes necessrias?
 b) O novo final ficou interessante?
 c) As palavras foram escritas de acordo com as normas ortogrficas?
<R->

Detalhe puxa detalhe

  Observe a fotografia de um famoso ponto turstico brasileiro que fica
na cidade do Rio de Janeiro:  o Po de Acar.

<R+>
_`[{vista do Po de Acar, da enseada de Botafogo e da Baa da Guanabara_`]
<R->

<15>
<p>
  Agora, veja o Po de Acar representado de duas maneiras:

<R+>
 A --
 No poema:

Doce Rio

 E se num desses veres
 de derreter o miolo
 o acar do Po de Acar
 virar calda para bolo?

 E se depois o melado
 escorrer por todo o mar?
 E se o mar transbordar
 ou deixar de ser salgado?

 Mais doce que ambrosia,
 mais gostoso que quindim,
 eu queria uma fatia
 desse Rio s pra mim!

ngela Leite de Souza. *Meus rios*. Belo Horizonte: 
  Formato, 2000.

 B --
  E de forma artstica, na ilustrao: B

_`[{paisagem com o Po de Acar feita com tecido, sianinhas, ls, botes e miangas_`]

ngela Leite de Souza. *Meus rios*. Belo Horizonte: 
  Formato, 2000.

<16>
 1. Como o ponto turstico  apresentado no poema?
 2. E na ilustrao?
  Observe a foto. Depois, em uma folha de papel, escreva um poema sobre o que est retratado; em outra folha, recrie a imagem utilizando sucata, barbante, fitas, botes, miangas, pedaos de papel colorido...

_`[{foto descrita por sua legenda_`]
  Legenda: Vista area do Estdio do Maracan (Rio de 
  Janeiro),
1998.
<R->

  Agora, a classe toda vai organizar, na sala de aula, um varal de poesias e
imagens, para que todos possam ver os trabalhos.

Trabalhando a oralidade

  A descrio  o tipo de composio que mais se parece com a
linguagem das pinturas. Nos textos descritivos, escritos ou falados, 
possvel fazer um retrato das coisas com palavras, mostrando formas,
volumes, cores, sons, cheiros...
  Avalie, com seus colegas, como est sua capacidade de descrever.
<R+>
 1. Descreva oralmente para a classe:
 a) um objeto que s voc saiba qual . Se sua descrio for boa, seus
colegas sabero de que objeto se trata;
 b) um outro objeto, usando agora uma linguagem potica, isto , fazendo
comparaes, misturando as sensaes que o objeto provoca em
voc. Ser que os colegas sabero o que est sendo descrito?
<R->

<17>
Vamos ler 2

Picasso

  Eu no conheci o Picasso. Em 1973,
quando ele morreu, eu nem era
nascido. Alm disso, ele  l de longe, da
Espanha, e eu sou daqui mesmo, de So
Paulo. Meu av tambm  l de longe.
  Meu av gosta de ficar olhando uns
livros cheios de desenhos, l no quarto
dele.
  Eu tambm gosto. A gente fica
junto, vendo e lendo. Horas e horas
passando pginas e pginas.
  Foi assim que eu descobri o
Picasso. Outro dia, enquanto passava a
mo nos meus cabelos, meu av leu:
  ... Eu no pinto o que vejo, pinto o
que conheo
  Segurei a mo dele nos meus
cabelos e perguntei se aquilo era
verdade.
  Ento, se um dia o Picasso me visse
na rua, jogando bola ou tomando
sorvete, ele no ia me pintar? S se me
conhecesse bem conhecido?
  Os livros do meu av mostram que
o Picasso pintou muitas mulheres.
Ser que ele conheceu todas elas?
  Se estava triste e brigava com o
mundo, o Picasso coloria tudo de azul.
Se estava alegre e fazia as pazes, de rosa.
  -- So as fases, disse meu av. Cada
artista tem as suas, sabia?

<R+>
Vivina de Assis Viana. 
  *Picasso*. So Paulo: 
  PaulinasUSPMAC, 1992.
(Coleo Lua Nova, Srie Olharte).

<18>
<p>
Seguindo as pistas do texto

 1. Voc sabe quem foi Picasso? Encontre, no texto, informaes sobre o
lugar onde ele nasceu, qual era sua profisso e em que ano morreu.
 2. Com base no texto, o que significa a palavra *fase*?
 3. Que outro sentido pode ser dado a essa palavra?

 4. Indique quem est falando em:
 a) Eu no pinto o que vejo, pinto o que conheo
 b) -- So as fases (...) Cada artista tem as suas, sabia?
 c) (...) perguntei se aquilo era verdade.

Discutindo as idias do texto

 1. O narrador de Picasso  uma personagem do texto. Com base no
que voc leu,  possvel determinar se o narrador  um menino ou
uma menina? Use um trecho do texto para justificar sua resposta.
 2. A histria comea com o narrador afirmando que no conheceu
Picasso. Por que, segundo o prprio narrador, isso no aconteceu?
 3. Quem ensinou o menino a admirar o artista?
 4. Copie frases do texto que mostram como era o
relacionamento do narrador com o av.
 5. Segundo o texto, em que Picasso buscava inspirao para sua
pintura?
 6. Picasso, em seus quadros, relacionava a cor ao sentimento que queria
transmitir. Que cor ele utilizava para indicar tristeza? E alegria?

 7. E voc, que cor relaciona a:
 a) amor? 
 b) vitria? 
 c) amizade? 
 d) orgulho?

<19>
<p>
Divertimento

_`[{duas ilustraes: uma foto e uma pintura.
 Foto: rosto do pintor Pablo 
  Picasso, tirada em 1968.
 Pintura: rosto de Picasso pintado por ele mesmo.
  Legenda: Pablo Picasso. 
  *Auto-retrato*, 1907, leo sobre
tela, 5046 cm.

 1. Observando a descrio das duas imagens do artista, responda: o que  um
auto-retrato?
 _`[{para fazer os exerccios seguintes, pea orientao ao seu professor_`]
 2. O que Picasso destacou no quadro?
 3. O que voc achou do auto-retrato?
<R->
  Agora, faa seu auto-retrato em uma folha em branco. Depois,
coloque-o no mural da sala junto com os de seus colegas. E ento, os
retratos parecem com vocs?

<20>
Detalhe puxa detalhe

  Conhea outras obras de Pablo Picasso:

<R+>
_`[{trs quadros com cores vibrantes, retratando mulheres, de forma abstrata_`]
  Legenda: Pablo Picasso. 
  *Menina com barco (Maya 
  Picasso)*, 1938, leo sobre tela, 6146 cm.
  Legenda: Pablo Picasso. 
  *Mulher com flor*, 1932, leo sobre tela, 162130 cm.
  Legenda: Pablo Picasso. *Retrato de Dora Maar*, 1937, leo sobre tela, 
  9265 cm.

 1. Que tipo de sentimento essas obras despertam em voc? As 
  cores e as formas so as que 
  voc esperava ver em quadros com esses ttulos?
<R->

<21>
<p>
  Agora, veja estas outras obras do mesmo artista:

<R+>
_`[{quadro 1: pintura de uma 
  mulher segurando um leque_`]
  Legenda: Pablo Picasso. *Retrato de Olga na poltrona*, 1917, leo sobre tela, 
  89130 cm.

_`[{quadro 2: pintura, em forma geomtrica, representando uma mulher segurando um leque_`]
  Legenda: Pablo Picasso. 
  *Mulher com leque*, 1907, leo sobre tela, 152101 cm.

 2. Em que os quadros so semelhantes?
 3. Qual dos quadros voc prefere? Justifique sua resposta.
<R->

<22>
Curiosidade

  Obras conhecidas no mundo inteiro serviram de inspirao para
Mauricio de Sousa fazer arte com a Turma da Mnica. Observe:
<p>
<R+>
_`[{pintura 1: Mnica, personagem de histria em quadrinhos, representando Mona Lisa (pintura 2)_`]
  Legenda: *Mnica Lisa*, 1989, acrlica sobre tela, 7161 cm. Pardia de *Mona Lisa*, Leonardo da Vinci.

 _`[{pintura 2: Mulher com sorriso enigmtico_`]
  Legenda: Leonardo da Vinci. *Mona Lisa*, 1503-1506, leo sobre madeira, 7753 cm.

_`[{pintura 3: Chico Bento, personagem de histria em quadrinhos, representando o lavrador (pintura 4)_`]
  Legenda: *Chico lavrador de caf*, 1989, acrlica sobre tela, 11393 cm. Pardia de *O lavrador de caf*, Candido Portinari.
<p>
 _`[{pintura 4: Lavrador no meio da plantao_`]
  Legenda: Candido Portinari. *O lavrador de caf*, 1934, leo sobre tela, 10081 cm.

<23>
_`[{pintura 5: Personagens de quadrinhos, representando ndios (pintura 6)_`]
  Legenda: *Dana do Papa-
  -Capim*, 1991, acrlica sobre tela, 91146 cm. Pardia de *Dana Tarairiu*, Albert Eckhout.

 _`[{pintura 6: ndios num ritual de dana_`]
  Legenda: Albert Eckhout. *Dana Tarairiu* (s/d), leo sobre madeira, 
  168294 cm.

_`[{escultura 1: Cebolinha, personagem de histria em quadrinhos, representando "o pensador" (escultura 2)_`]
  Legenda: *O pensador de planos infalveis*, 2001, isopor com revestimento em resina, 954762 cm. Pardia de *O pensador*, Auguste Rodin.

 _`[{escultura 2: Homem sentado, com o queixo apoiado sobre a mo, pensando_`]
  Legenda: Auguste Rodin. *O pensador*. A escultura  de bronze, 1881, 71,54058 cm. Museu Rodin, Paris, Frana.
<R->

  Todas essas obras de Mauricio de
Sousa tm a palavra *pardia* no ttulo.
<R+>
 1. Em sua opinio, o que  pardia?
 2. Que alteraes Mauricio de Sousa
fez nas obras?
 3. Com base nas obras que voc viu
nesta seo, qual foi a inteno de
Mauricio de Sousa com suas
pardias?
<R->

<24>
<p>
Na ponta da lngua

  Existem palavras que vm antes do
substantivo, indicando seu gnero e nmero.
  Veja:
  Eu no conheci *o* Picasso
  So *as* fases (...)
  *Um* livro grande e lindo (...)
  *Umas* [portinholas] abriam para dentro de casa.

  As palavras que marcam o gnero e o nmero dos substantivos
so chamadas de *artigo*: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.

<R+>
 1. Copie os substantivos abaixo acompanhados pelo(s)
artigo(s).
  pele -- professor -- pires -- tatu -- tribo
 2. Agora, observe:
<R->
  Encontrei *uma* menina na 
 praa.
  Encontrei *a* menina na praa.
  As duas frases tm o mesmo sentido? Por qu?

  O artigo *definido*  aquele que indica um substantivo determinado -- o, a, os, as. O artigo *indefinido*  aquele que indica um substantivo
no determinado -- um, uma, uns, umas.

<25>
<R+>
Ateno  fala e  escrita

 1. Observe:
  Cada artista *tem* as suas (fases).
  Os artistas *tm* as suas fases.
  O artista *vem* dar aulas.
  Os artistas *vm* dar aulas.
<R->
  Agora, responda: Qual  a diferena entre
as formas verbais *tem/vem* e *tm/vm*?

  Os verbos *ter* e *vir* recebem acento circunflexo na terceira pessoa
do plural do presente do indicativo.

<R+>
 2. Retorne  frase:
  Cada artista tem as suas (fases).
  Compare:
  A moeda tem duas *faces*.
  fa*s*es = fa*c*es
<R->

  *Parnimos* so palavras que tm grafia ou pronncia parecidas,
mas significados diferentes.

  Consulte o dicionrio, verifique o significado dos parnimos a seguir e
forme frases com cada um deles:

<R+>
_`[{se a sua escola no tiver dicionrio em braille, pea  sua professora que providencie um_`]

 a) comprimento/cumprimento
 b) cozer/coser
 c) calda/cauda
 d) lista/listra
 e) peo/pio
<R->

<26>
<p>
Roda de leitura

  Voc vai conhecer, agora, um pouco da arte de um outro pintor
famoso no mundo inteiro: Salvador Dali.
  Leia o texto a seguir e divida-o em partes,
comentando cada uma delas.

A arte de pirar

  Respire fundo, afie sua imaginao e embarque num outro
universo. Um universo onde cavalos podem voar. Uma flor nasce de
dentro de um ovo. Uma girafa  lanada janela abaixo. Nesse mundo,
o corpo humano divide-se em inmeros pedaos e muletas apiam
cada uma de suas partes. Dos corpos podem sair gavetas, ou janelas.
E os relgios tm aparncia gelatinosa, derretem-se como se fossem
feitos de cera.
  Essas imagens parecem vir de um sonho. Ou de um pesadelo.
Foram pintadas por um artista que buscou imprimir em seus quadros o
delrio, a alucinao, a loucura. O pintor espanhol Salvador Dali queria
que sua pintura transportasse quem a visse a um mundo diferente,
mais prximo do reino ilgico dos sonhos que da chamada vida real.
<27>
  Imagine voc, em sua aula de Arte, desenhando assim. Por
exemplo: uma rvore imensa, fincada em pleno oceano, com peixes
prateados pendurados nos galhos, no lugar de frutos.  bem possvel
que causasse espanto. O que foi que houve? Pirou na batatinha?,
talvez lhe perguntasse algum colega. Pois adivinhe o que aconteceu
quando Dali, h cerca de 70 anos, comeou a pintar desse jeito. 
claro que foi tido como meio doido. O pai at mesmo teve uma sria
discusso com ele e ficaram anos sem se falar.
  Mas pensa que Dali se importava? Muito pelo contrrio. Ele
adorava a fama de maluco e se esforava para chocar cada vez mais as
pessoas, com seus quadros e tambm com suas atitudes. (...)
  Dali fazia parte do grupo surrealista (...), artistas que queriam
mostrar o que eles chamavam de supra-real, essa outra realidade,
diferente da realidade aparente do dia-a-dia. Eles preferiam olhar o
mundo pelo lado dos sonhos (...).
  Dali sempre gostou das frases de efeito. Durante sua vida criou
vrias e jamais se cansava de repeti-las. Uma delas: Eu sou o maior gnio de nossa poca. (...) Podia no ser louco, mas 
que fez muitas maluquices, isso fez. (...)

<R+>
Sheila Kaplan. *Cincia Hoje das Crianas*. 2. ed. Rio de Janeiro, ano 11, n.o 78, 1998.
<R->

<28>
<p>
Curiosidade

Pintando o sete

  Os gmeos Chato
e Nildo
encomendaram dois
quadros ao pintor
Salvador Daqui. Um
ms depois, os
meninos voltaram ao
ateli do artista para
buscar as pinturas e
ao v-las deram um
chilique em
conjunto.
  -- Ora, Daqui! Os
quadros so
idnticos! -- disse
Chato.
  --  isso mesmo --
completou Nildo. --
Como vamos saber
qual  o meu e qual 
o seu?
  -- Se vocs forem bons observadores -- respondeu Daqui --, vero
que h sete diferenas entre eles. No gostariam de tentar descobrir?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<p>
Agora voc escreve

  Salvador Dali apresenta as coisas do mundo de uma forma
surreal.
  E voc, como v o mundo? Qual  o lado bom da vida? E o lado
ruim?
  Escreva um texto sobre isso. Pode ser em verso ou
em prosa!

<29>
Avaliando o texto

  Troque o texto com um colega e responda:
<R+>
 a) Como ele descreveu o mundo?
 b) O texto foi escrito em prosa ou em verso?
 c) As idias esto ligadas de forma coerente?
 d) As palavras foram escritas de acordo com as normas ortogrficas?
<R->

<30>
<p>
Texto do dia-a-dia

  Veja o cartaz:

<R+>
_`[{foto de vrios tipos de escrita, desde os tempos antigos at hoje. No alto,  direita l-se: "A Escrita da Memria: O meu querido dirio da humanidade." Abaixo das fotos encontra-se o texto: "A Escrita da Memria. Da pedra ao palm, como o homem eternizou o pensamento." E mais abaixo, a apresentao: "Instituto Cultural Banco Santos apresenta uma viagem pela memria da humanidade por meio de seus registros escritos. Da idade da pedra ao tempo do palm, tudo o que o Homem criou para se comunicar e poder dizer ao mundo: Eu estive aqui. No perca a exposio que vai ficar na memria." Mais abaixo vem-se as informaes sobre o evento: entrada gratuita, endereo, dias e horrios de funcionamento, telefone para informaes e agendamento, pgina na internet, existncia de monitores, acesso para cadeirantes e transporte gratuito. Na parte inferior,  esquerda, em letras grandes, a marca do patrocinador "Santos Cultural" -- Instituto Cultural Banco Santos_`]
  Legenda: Anncio da exposio A escrita da memria. Revista *Nossa Histria*, ano 1, n.o 10. So Paulo: Vera Cruz, ago. 2004.

 1. Qual  a finalidade desse cartaz?
 2. O que o evento anunciado pretende?
 3. Esse cartaz vai atrair a ateno de que tipo de pblico?
 4. Voc considera que esse evento tem relao com arte? Justifique.
<R->

<31>
<p>
Divertimento

<R+>
_`[{histria em quadrinhos: Um dinossauro pinta uma tela, satisfeito com a tranqilidade que encontrou no campo: "Ah! finalmente o artista encontra a paz no 
campo!" Em seguida, abrigado de uma tempestade sob o guarda-chuva, espirra e comenta: "O orvalho..." Na presena de uma ona feroz e ameaadora, diz: "... os animalzinhos..." Empurrado pela ventania de um penhasco de 1.000 metros de altura, continua:
"... o vento...". No ltimo quadrinho, sua tela est exposta para o pblico, cheia das marcas dos acontecimentos que o pintor viveu: h um machado enterrado, facas, canivetes, um ovo escorrendo, pedaos faltando. Um inseto de cartola a observa e vibra: "Genial! Sinistro! Que vigor! Modernao! Radical! Quero dez destes!" O dinossauro-artista, todo apaixonado, sentado numa cadeira de rodas fala baixinho: "... Hi!  ruim, heim!..."_`]

*Cincia Hoje para Crianas*. Rio de Janeiro, ano 11, n.o 78, 1998. Criao e arte: 
  Ivan Zigg.

 1. Troque idias com um colega: por que o artista ficou to
machucado?
 2. Em sua opinio, onde o artista encontra inspirao para sua obra?
<R->

<32>
Vamos ler 3

  A literatura, assim como a pintura, tambm  uma manifestao
artstica. O texto que voc vai ler agora  uma fbula.

O leo e o ratinho

  O rei das selvas dormia sob a sombra de um carvalho.
Aproveitando a ocasio, um bando de ratos resolveu passar por cima
dele para encurtar caminho.
  -- Vamos, vamos, no h tempo a perder -- disse o lder do bando.
  Quando faltava apenas um rato passar, o leo acordou e prendeu-o
debaixo de sua pata.
  -- Por favor, Majestade das selvas, no me esmague! -- implorou o
ratinho.
  -- E voc tem alguma boa razo para que eu no faa isso?
  -- Bem... talvez um dia eu possa ajud-lo! -- disse o ratinho.
  O leo deu uma sonora gargalhada:
  -- Voc? Minsculo desse jeito? Essa  boa!
  -- Por favor, por favor, por favor no me esmague! -- insistiu o ratinho.
  Diante de tamanha insistncia, o leo, que
estava mesmo com o estmago cheio,
deixou que o ratinho se fosse.
  Alguns dias depois, o leo ficou
preso numa rede deixada na floresta
por alguns caadores. Fez de tudo para
se soltar, mas no conseguiu. Seus urros
de raiva fizeram a terra tremer. Ao
ouvi-los, o ratinho veio em seu
socorro. Com seus dentes
pequeninos e afiados, roeu as
cordas da rede e soltou o leo.
  "Uma boa ao ganha outra.
  Pequenos amigos podem ser
grandes amigos".

<R+>
Jean de La Fontaine. *Fbulas de Esopo*. Adap.
Lcia Tulchinski. So Paulo: 
  Scipione, 2001.
(Reencontro Infantil).

<33>
Discutindo as idias do texto

 1. Voc j estudou que a fbula  uma histria que transmite um
conselho, um ensinamento. Qual  a moral dessa fbula?
 2. Numa primeira leitura, o texto conta a histria vivida por animais. Que
animais so esses?

 3. Se voc fizer uma outra leitura, vai perceber que esses animais podem
tambm estar representando as pessoas.
 a) Quem o leo representa?
 b) E o ratinho!

 4. Agora, explique com suas palavras qual  o conselho existente na
moral da fbula?
 5. Em sua opinio,  um conselho vlido?
<R->

Agora voc escreve

  Voc observou que a moral da fbula O leo e o ratinho fala de boas
aes, reconhecimento e
retribuio. Esopo escreveu
tambm uma outra fbula, chamada
O sapo e o boi, que tem como
moral a frase: No tente imitar os
outros; seja sempre voc mesmo.
  Agora, escreva um comentrio
sobre essa frase, explicando-a. O
que voc acha que ela significa? D
um ttulo a seu trabalho.
<p>
Avaliando o texto

  Leia os textos de seus colegas e observe: eles conseguiram explicar a frase?

<34>
Uma atividade diferente

  Voc e seus colegas vo organizar uma mostra de talentos.Afinal, todo
mundo tem algo de artista dentro de si!
Para organizar a mostra,  necessrio um planejamento.
<R+>
 a) Dia da pintura: na hora do recreio, o professor vai
distribuir folhas de papel, giz de cera e tela especial para voc desenhar o que
quiser.
 b) Dia da msica: a classe vai escolher uma msica para
ensaiar.Voc e seus colegas devem criar uma coreografia
e improvisar instrumentos para acompanhar a msica.
 c) Dia do texto: escreva textos, em prosa
ou em verso. O tema  livre!
 d) Dia de planejamento: a classe vai resolver a data, a
hora e o local da mostra de talentos.  importante
verificar com a direo da escola a disponibilidade
do local escolhido para a apresentao.A classe deve
definir tambm a ordem da apresentao e, com
base nisso, fazer um programa -- um roteiro da
mostra para distribuir para o pblico. Espalhar
cartazes pela escola com as informaes sobre
o evento  uma boa maneira de divulg-lo!
 e) Dia da preparao: no dia anterior  mostra, a classe
deve preparar o local do evento -- afixar os desenhos e
os textos pela rea escolhida, verificar o som para as
apresentaes musicais, testar o microfone...
 f) Dia da apresentao: chegou o grande dia! Agora,
 s seguir o roteiro e comear a festa!
<R->

               oooooooooooo
<35>
<p>
Unidade 2 

Corao que bate sente...

  Nesta unidade, voc vai ler, discutir, refletir e
aprender por meio de poemas, histrias e depoimentos,
que falam de paz, amor, alegria, amizade e felicidade.

<36>
Uma atividade diferente

<R+>
 1 Voc conhece uma msica chamada Bate corao"?
  Leia um trecho dela:

Bate corao

 Bate, bate, bate corao
 Dentro desse velho peito
 Voc j est acostumado
 A ser maltratado
 A no ter direitos

 Bate, bate, bate corao
 No ligue, deixe quem quiser 
  falar
 Porque o que se leva dessa vida corao
  o amor que a gente tem pra dar

 Oi, tum, tum, bate corao
 Oi, tum, corao pode bater
 Oi, tum, tum, tum, bate corao
 Que eu morro de amor com muito prazer (...)
 Cecu.

~,www.elbaramalho.com.br~
  portuguesdelamusicas~
  bate~{-coracao.htm.
Acesso: 28 set. 2004.
<R->

<37>
  Que tal experimentar ouvir o que seu corao diz? Preste ateno nas palavras do professor.
  Agora, identifique, no quadro abaixo, a palavra que se parece
com o sentimento que voc escolheu:

<R+>
 2 E, no dia-a-dia, como esto os sentimentos? Junte-se a um colega, recortem fotos de
jornais e revistas que ilustrem diferentes situaes do cotidiano das
pessoas.
<R->
  Organizem um mural com essas fotografias. Depois, com a classe, verifique que
tipo de sentimento predomina.

<38>
Vamos ler 1

  Corao... sentimento... emoo... Bate corao!
  Voc sabe ficar ligado em voc? Isso  possvel? De que jeito?
  Leia o texto e descubra.

 Se ligue em voc

  Existe uma luzinha no seu peito.
Uma luz que os olhos no vem. Mas
quando ela est acesa, a gente sente.
Pois  ela que causa os nossos
sentimentos.
  Quando voc a acende, aparecem
sentimentos bons em seu peito. Tudo
fica mais bonito e gostoso. Ela faz voc
se sentir alegre.
  Quando voc a apaga, aparecem
sentimentos maus. Tudo fica mais feio
e dolorido. Sem ela, voc se sente triste.
  Quando est acesa e brilhante, ela
sai pela boca, fazendo-nos sorrir. Ela
tambm sai pelos olhos, fazendo-os
brilhar.
  Ela sai pelo peito, fazendo-nos
amar, e pelos braos, fazendo-nos
abraar.
  Sai tambm pelas mos, fazendo-nos
caprichar em tudo.
  Sai finalmente, pelo corpo inteiro,
fazendo-nos danar.
  Ns s somos felizes quando ela
est acesa.

<R+>
Luiz Antonio Gasparetto. *Se ligue em voc*. So Paulo:
Centro de Estudos Vida e Conscincia, 2002.
<R->

<39>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. No ttulo Se ligue em voc, a palavra *ligar* adquire que significado?
  Consulte o dicionrio, se for preciso.
 2. Que tipo de atitude o ttulo Se ligue em voc sugere que o leitor
tenha?
 3. Que idia do texto se relaciona com luz acesa?
 4. Que frase do texto afirma que a luz de que se fala  invisvel?
 5. O texto est escrito em uma linguagem figurada. Explique com suas
palavras essa afirmao.

Discutindo as idias do texto

 1. Segundo o autor, a luz que precisa ser
acesa vem de nosso peito.
  Por que o autor localiza a luz no peito?
 2. Em sua opinio, para que serve essa luz?
 3. O que acontece com as pessoas que
no acendem essa luz?
<p>
 4. De acordo com o texto, que aes as
pessoas praticam quando esto
com a luz do corao acesa?
 5. O que voc acha?  importante
deixar essa luz acesa? Por qu?
<R->

<40>
Curiosidade

Bate, corao

  O corao bate setenta vezes por minuto. Isso quer dizer que
d 100 mil batidas por dia, 3 milhes por ms e 37 milhes por
ano. (...). Nos recm-nascidos, o corao bate 120 vezes por
minuto.
  Em um minuto, o corao lana cinco litros de sangue em
todo o corpo. Ele  uma bomba que movimenta quatrocentos
litros de sangue por hora. (...)
  Ele fica no meio do trax -- bem naquele lugar em que os
jogadores da seleo colocam a mo 
<p>
quando cantam o Hino
Nacional antes de uma partida. (...)

<R+>
Marcelo Duarte. *O guia dos 
  curiosos*. So Paulo: Cia. das Letras, 2003.
<R->

Corao

<R+>
 sm. 1. Anat. rgo oco, muscular, sito na cavidade torcica,
formado de duas aurculas e dois ventrculos, e que recebe o
sangue e o bombeia mediante movimentos ritmados. 2. A parte
mais interna, ou mais central, ou a mais importante, dum lugar,
regio, etc. 3. A natureza ou a parte emocional do indivduo. 4.
Amor, afeto. 5. Qualquer objeto de forma semelhante  do corao.

*Mni Aurlio*. Curitiba: 
  Posigraf, 2004.
<R->

<41>
<p>
  Troque idias com seus colegas e responda por escrito:

<R+>
 1. Segundo o texto, qual  a funo do
corao?
 2. No verbete do *Mni Aurlio*, que
significado confirma a resposta
anterior?
 3. Selecione ainda do verbete outros
significados que explicam o motivo
de os jogadores colocarem a mo
sobre o corao no momento de
cantar o Hino Nacional.

 4. Observe que o verbete trata a
palavra *corao* em diferentes
possibilidades de uso.
 a) Que itens do verbete usam uma
linguagem objetiva?
 b) Em que itens a definio da palavra
*corao* est em sentido figurado?

 5. Faa uma pesquisa sobre a natureza
dos sentimentos do ser humano.
Ser que nossas emoes saem do
corao? Apresente  classe sua
concluso.
<R->

<42>
Vamos ler 2

  Que tal conhecer algum com um corao de ouro?
  Herbert de Souza, o Betinho, era socilogo e organizou vrias
entidades e movimentos sociais pela reforma agrria, pela luta ambiental e
contra a fome.Alm disso, criou a organizao no governamental Ao da
Cidadania contra a Misria e pela Vida. Com suas aes sociais, mobilizou o
pas no sentido do exerccio da solidariedade e da cidadania. Morreu em 9
de agosto de 1997, no
Rio de Janeiro, aos 61
anos.
  Observe a charge
que Aroeira fez para
homenagear Betinho,
publicada dois dias aps
sua morte:

<R+>
_`[{sob o ttulo "Estou vivo, vejam... Meu corao ainda bate!" vemos Betinho mostrando o mapa do Brasil no lugar do seu 
  corao_`]

Aroeira. *O Globo*. Rio de Janeiro, 11 ago. 1997.
<R->

<43>
Seguindo as pistas do texto

<R+>
 1. Por que Aroeira desenhou o Brasil representando o corao de Betinho?

 2. Na charge aparece o seguinte texto:
  Estou vivo, vejam... Meu corao ainda bate!
 a) De quem  essa fala?
 b) Em sua opinio, o que significa essa fala?
<R->

<44>
Detalhe puxa detalhe

  Na lngua portuguesa, o termo corao pode se juntar a outras
palavras, criando vrias expresses.
  Observe:
  corao de pedra -- abrir o corao -- corao de ouro --
com o corao na mo -- de todo o corao -- cortar o corao

<R+>
 1. Crie frases com as expresses a seguir e explique seu
significado. Se necessrio, consulte o dicionrio:
 a) corao de pedra
 b) abrir o corao
 c) corao de ouro
 d) com o corao na mo
 e) de todo o corao
 f) cortar o corao
<R->

<45>
Trabalhando a oralidade

  Voc j viu que, diante de uma situao, as pessoas podem reagir de
maneiras diferentes.
  Faa, agora, uma leitura dramatizada deste texto. Escolha, com a classe,
os colegas para ler o texto e, a seguir, organizem a dramatizao.
<p>
Corao do lado esquerdo

  -- Olha l, pai! -- exclama Diana, vendo aquele pobre homem
estendido na calada.
  Lo pra para olhar. J est acostumado quela cena!
  --  isso a, meu amor. A vida no  feita s de sonhos e de histrias
de fadas e prncipes. Esta  uma realidade que voc tem de conhecer.
  -- T, pai. E o que  que a *gente vamos* fazer?
  -- *A gente vai* -- corrige o pai.
  -- Tudo bem. E o que  que *ns vai fazer*? -- brinca a menina.
Lo tosse, puxa um pigarro e funga.
Olha o homem cado e diz para a filha:
  -- Nada, meu bem.
  -- Nada? -- se alarma a garota.
  -- Cada um com seu problema. Isso a 
problema do governo, compreende?
  -- Sim! -- ela compreende. -- Ento a coisa
 simples: vamos chamar o governo?
  -- No, querida. Daqui a pouco passa algum
e telefona para a assistncia. Leva o homem e...
  Diana no se conforma:
  -- E por que  que esse algum no  voc, pai?
  Ele justifica:
  -- Ns no estamos indo para o dentista?
  -- Estamos. Mas todo mundo tambm
est indo pra algum lugar, no ?
  -- Voc no vai aplicar *flor* nos dentes?
  -- Sim, pai. Vou aplicar *flor* nos dentes.
  -- Ento no h tempo.
  -- , n?
<46>
  -- . Cada um cuida de sua vida.
  Diana no entendeu:
  -- A tia, l na escola, disse que a gente deve ajudar os animais. Proteger.
  -- Tambm acho.
<p>
  Ela d um tempo e diz:
  -- Gente no  animal?

<R+>
Pedro Bloch. *Corao do lado esquerdo -- ecologia do sentimento*.
So Paulo: Editora do Brasil, 1999. (Coleo 
  Cotidiano).

 1. Debata com seus colegas: Quem est certo, o pai ou a menina? Que
sentimentos predominam em cada uma das personagens? O texto
pretende mostrar a realidade de algumas pessoas. Por qu?
<R->

Agora voc escreve

  Imagine que Diana consegue, depois daquela conversa, mudar a atitude
de seu pai. Como voc continuaria o dilogo entre as personagens para
mostrar que o pai mudou de comportamento? Escreva.
<p>
Avaliando o texto

  Pea a um colega que avalie seu texto.
<R+>
 1. O dilogo mostra a mudana no comportamento do pai?
 2. O travesso foi utilizado para marcar as falas?
 3. As palavras esto escritas de acordo com as regras ortogrficas?
<R->

Ateno  fala e  escrita

  Lo *pra para* olhar.
<R+>
 1. Explique o que aconteceu com as palavras grifadas no trecho acima?
 2. Cada um cuide de sua vida.
  Qual das palavras acima pode mudar de sentido se for acentuada?
<R->

<47>
<p>
Na ponta da lngua

  No texto de Pedro Bloch, a menina questiona o pai sobre o que fazer
com o homem estendido na calada.
<R+>
 1. Releia este trecho:
  -- No, querida. Daqui a pouco passa algum e telefona para a
assistncia. (...)
  Agora, responda:
 a) Que palavra Lo usa para indicar a pessoa que vai ajudar o homem?
 b) Essa palavra faz referncia a que pessoa do discurso: 1 ou 3? Seu
sentido  preciso ou vago?
<R->

  Os *pronomes indefinidos* so aqueles que fazem referncia 
terceira pessoa do discurso -- singular ou plural -- de modo vago,
impreciso ou genrico.

<R+>
 2. Leia os trechos abaixo e identifique as palavras ou expresses que se
classificam como pronomes indefinidos.
 a) Toninho acreditava que na natureza tudo se abre, nada se fecha.

 Dila Frate. Abre e fecha. In: *Histrias para acordar*. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1999.

 b) Outros bairros tm palmeiras,
Bem-te-vis e sabis

Srgio Capparelli.
Cano da rua Casemiro de Abreu.
  In: *111 poemas para crianas*.
Porto Alegre: L&PM, 2003.

 c) Ningum mais viu!
Saltimbanco sumiu!

Fernando Paixo. Saltimbada.
In: *Dia brinquedo*.
So Paulo: tica, 2004.
<R->

<48>
<p>
  Na lngua portuguesa, tambm h palavras que acompanham ou
substituem os substantivos, demonstrando em que lugar e tempo um
ser est: so os *pronomes demonstrativos*.

<R+>
 1. Observe as palavras grifadas nos trechos destacados:
<R->

  -- Olha l, pai! -- exclama Diana,
vendo *aquele* pobre homem
estendido na calada.
  *Esta*  uma realidade que
voc tem de conhecer.
  -- No, querida. Daqui a pouco passa
algum e telefona para a assistncia.
  Leva o homem e...
  Diana no se conforma:
  -- E por que  que *esse* algum no 
voc, pai?

  Qual dessas palavras se refere:
<R+>
 a) ao que est sendo dito no momento?
 b) a algum distante do espao em que se encontram a menina e o
pai?
 c) ao que foi dito anteriormente?
<R->

<49>
Divertimento

  Trs crianas resolveram doar alguns de seus brinquedos para um
hospital infantil. Fernanda foi quem doou mais brinquedos. Ceclia doou
menos brinquedos do que Joo. Qual das crianas fez menos doaes?

<50>
Roda de leitura

  Leia, agora, textos que falam sobre diferentes sentimentos. Converse
com seus colegas sobre os sentimentos expressos em cada um dos textos.

<R+>
Depende de ns

 Depende de ns
 Quem j foi ou ainda  criana
 Que acredita ou tem esperana
 Quem faz tudo pra um mundo melhor
<p>
 
 Depende de ns
 Que o circo esteja armado
 Que o palhao esteja engraado
 Que o riso esteja no ar
 Sem que a gente precise sonhar

 Que os ventos cantem nos galhos
 Que as folhas bebam orvalhos
 Que o sol descortine mais as 
  manhs

 Depende de ns
 Se este mundo ainda tem jeito
 Apesar do que o homem tem feito

Ivan Lins. 
  ~,http:ivan-lins.letras.~
  terra.com.brletras46434~, 
  Acesso: 29 out. 2004.

<51>
 A Rosa de Hiroxima

 Pensem nas crianas
 mudas telepticas
 Pensem nas meninas
 Cegas inexatas
 Pensem nas mulheres
 Rotas alteradas
 Pensem nas feridas
 Como rosas clidas
 Mas oh no se esqueam
 Da rosa da rosa
 Da rosa de Hiroxima
 A rosa hereditria
 A rosa radioativa
 Estpida e invlida
 A rosa com cirrose
 A anti-rosa atmica
 Sem cor sem perfume
 Sem rosa sem nada

Vinicius de Moraes.
*Poesia completa e prosa*.
Rio de 
  Janeiro: Nova Aguilar, 1998.

<52>
As dores do mundo

 Sinto bem fundo
 todas as dores do mundo.

 S que meu poema
 no conseguiu tocar
 em feridas maiores.
 Abro os jornais
 e leio e choro e me arrepio
 com a fome,
 com a guerra,
 com a aids,
 com a violncia,
 com a destruio
 do verde e da vida.

 Tento escrever,
 mas sai um poema impotente.
 Fico pensando:
 as dores do mundo
 pedem canes
 ou exigem ao?

Elias Jos. *Cantigas de 
  adolescer*.
So Paulo: Atual, 1992.

<53>
 A paz (Leila 4)

 A paz
 Invadiu o meu corao
 De repente, me encheu de paz
 Como se o vento de um tufo
 Arrancasse meus ps do cho
 Onde eu j no me enterro mais
<p>
 
 A paz
 Fez o mar da revoluo
 Invadir meu destino; a paz
 Como aquela grande exploso
 Uma bomba sobre o Japo
 Fez nascer o Japo da paz

 Eu pensei em mim
 Eu pensei em ti
 Eu chorei por ns
 Que contradio
 S a guerra faz
 Nosso amor em paz

 Eu vim
 Vim parar na beira do cais
 Onde a estrada chegou ao fim
 Onde o fim da tarde  lils
<p>
 
 Onde o mar arrebenta em mim
 O lamento de tantos ais

Joo Donato e Gilberto Gil.
(C) Gege Produes Artsticas LTDA. e Acre Editora Musical LTDA.
~,http:www.gilbertogil.com.~
  brdisconewletras{-0.htm~, Acesso: 29 out. 2004.
<R->

<54>
Detalhe puxa detalhe

  Em grupos, observem os quadrinhos a seguir e a histria que eles
contam. Depois, discutam suas concluses.

<R+>
_`[1 quadrinho: um homem segue apressado em direo  direita do quadrinho, com a mala vazia e o corao cheio;
 2 quadrinho: o homem apressado vai em direo  esquerda do quadrinho. A mala comea a encher e o corao, a esvaziar;
<p>
 3 quadrinho: o homem est  esquerda, seguindo com pressa para a direita. A mala j est pela metade e o corao, metade vazio;
 4 quadrinho: o homem encontra-se  direita, indo para a esquerda. A mala est quase cheia e o corao, quase vazio;
 5 quadrinho: o homem est  esquerda, indo para a direita. A mala est completamente cheia e o corao, completamente vazio_`]

Caulos. *S di quando eu respiro*. Porto Alegre: L & PM, 1976.

<55>
 1. Os quadrinhos mostram cenas muito parecidas, mas no iguais.
 a) Por que o homem muda de direo em cada quadrinho?
 b) Em cada quadrinho, alm da direo do homem, h dois outros
elementos que vo se modificando. Quais so eles?
<p>
 c) O ltimo quadrinho apresenta apenas duas diferenas em relao ao
primeiro. Que diferenas so essas?
 d) Qual  sua concluso a respeito da charge?
<R->

Vamos ler 3

  E a felicidade, o que ? Como se pode atingi-la? Ser que existe uma
receita para ser feliz?

  Veja o que pensa sobre isso a escritora Ceclia Meireles.

<56>
A arte de ser feliz

  (...) Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma
cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno
jardim quase seco. Era uma poca de estiagem, de terra esfarelada, e o
jardim parecia morto. Mas todas as manhs vinha um pobre homem
com um balde e, em silncio, ia atirando com a mo umas gotas de
gua sobre as plantas. No era uma rega; era uma espcie
de asperso ritual, para que o jardim no
morresse. E eu olhava para as plantas, para o
homem, para as gotas de gua que caam de
seus dedos magros, e meu corao ficava
completamente feliz.
  s vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes encontro
nuvens espessas. Avisto crianas que vo para a
escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que
abrem e fecham os olhos, sonhando com
pardais. Borboletas brancas, duas a
duas, como refletidas no espelho do
ar. Marimbondos: que sempre me
parecem personagens de Lope de
Vega. s vezes, um galo canta. s
vezes, um avio passa. Tudo est
certo, no seu lugar, cumprindo o seu
destino. E eu me sinto
completamente feliz.
  Mas, quando falo dessas
pequenas felicidades certas,
que esto diante de cada janela,
uns dizem que essas coisas no
existem diante das minhas
janelas, e outros, 
finalmente,
que  preciso aprender a
olhar, para poder v-las
assim.

<R+>
Ceclia Meireles. *Escolha o seu sonho*.
So Paulo: 
  Record, 1998.

<57>
Seguindo as pistas do texto

 1. Explique o significado das palavras abaixo de acordo com o texto. Se
for preciso, procure no dicionrio.
 estiagem -- asperso -- esfarelada -- ritual -- rega
 2. O tempo em que as aes ocorrem no primeiro pargrafo no  o
mesmo do segundo pargrafo. Que tempos so esses? D exemplos.
 3. Por que a autora, no primeiro pargrafo, disse que a cidade:
  ...parecia ser feita de giz.
<p>
 4. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que esto
diante de cada janela, uns dizem que essas coisas no existem ()
 a) No incio desse pargrafo voc pode ler:
  Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas (...)
  Que palavra do trecho acima faz referncia a algo que j foi citado?
 b) A que expresso desse pargrafo se refere o termo essas?
 c) Identifique no trecho a palavra que liga uma informao  outra,
estabelecendo uma relao de oposio. mas

 5. A autora d sua opinio sobre felicidade e faz uso de narrao e descrio.
  Identifique um trecho narrativo e um trecho descritivo no texto.
<p>
Discutindo as idias do texto

 1. No primeiro pargrafo, o que deixava a autora completamente feliz?
 2. A autora conhece a arte de ser feliz? Justifique sua resposta com uma
passagem do texto.
 3. Para a autora, por que ser feliz  uma arte?
 4. Voc concorda com a opinio da autora sobre a arte de ser feliz?
Justifique.
<R->

<58>
Divertimento

  Resolva este enigma.As palavras da frase do texto de Ceclia
Meireles esto embaralhadas.
  com -- um -- todas -- as -- vinha --
manhs -- balde -- pobre --
mas -- homem -- um

<R+>
 1. Com um colega, tente reconstituir a frase original da autora. Para
isso, vocs tero algumas pistas:
 a) A que palavra voc relaciona *pobre*?
 b) A que palavra voc relaciona *vinha*?
 c) A que palavra voc relacionaria *manhs*?

 2. Agora, relacionem todas as palavras para que formem uma frase
cuja mensagem faa sentido. Mais pistas:
 a) Quem?
 b) O qu?
 c) Com qu?
 d) Onde?
 e) Quando?

 3. Confiram com as outras duplas as frases formadas:Todas
comunicam a mesma informao? Apresentam a mesma
ordenao? So iguais  frase original do texto?
<R->

<59>
<p>
Detalhe puxa detalhe

  Voc j aprendeu que uma frase pode dar a mesma informao,
independentemente de estar na ordem direta ou na ordem inversa.
  Mas podemos dar a mesma informao de outras maneiras.Veja o que
acontece em um desenho, por exemplo.
<R+>
 1. Desenhe uma imagem como esta:
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Compare as duas imagens. Elas esto parecidas? Elas do a mesma
informao?

<R+>
 2. Faa o mesmo com as frases a seguir. Veja o exemplo:
  Buscando o bem dos nossos semelhantes encontramos o nosso.

Plato (filsofo grego -- 429-347 a.C.)

   fazendo o bem ao prximo que faremos bem a ns mesmos.
 a) A pressa  a inimiga da perfeio.
 b) A unio faz a fora.
<R->

<60>
Texto dialoga com texto

  Observe o cartaz e o texto e veja o que eles propem:

<R+>
 A --
 _`[{ttulo em letras grandes: "Trabalho voluntrio"
  Abaixo l-se: "D uma mozinha. O mundo precisa". Mais abaixo, encontra-se o texto: 
"Mais de 8 milhes de jovens brasileiros com idade entre 15 e 24 anos so voluntrios em aes de grande importncia social. Que tal juntar-se a eles? 
Seja qual for a atividade escolhida, sua participao vai fazer a diferena". Abaixo do texto, v-se o globo terrestre 
<p>
  sendo seguro por vrias mos de jovens_`]

Pster publicado na revista 
  *Veja na sala de aula*, ed. 1819. So Paulo: Abril, 2003. 

<61>
 B --
 O bem
 Voc pratica o bem...
 Quando faz as coisas...
 a favor de outras pessoas.

 E a voc sente bem-estar.
 Fica bem-humorado.
 E muito bem-disposto. (...)

 Por isso todos se sentem bem ao seu lado. (...)

Cristina Von. *O bem*. So Paulo: Callis, 2001.

 1. Indique o(s) verso(s) em que a palavra *bem* aparece como:
 a) substantivo comum;
 b) adjetivo;
 c) circunstncia de modo.

 2. A repetio da palavra *bem*, em diferentes situaes, pretende produzir
que tipo de reao no leitor?
 3. Que expresso do cartaz combina com a idia do poema?
 4. H um trecho no cartaz que traduz a imagem. Que trecho  esse?
 5. Em sua opinio, de que forma o trabalho voluntrio pode contribuir
para o crescimento do pas?
 6. Em sua cidade existem voluntrios trabalhando em projetos sociais ou
assistenciais? Que projetos so esses?
<R->

<62>
Uma atividade diferente

  Voc pode ser voluntrio em sua prpria escola. Escolha a matria na
qual se sai melhor e oferea sua ajuda a quem tem dificuldades. Coloque,
no mural da escola, um aviso falando sobre sua disponibilidade de dar aulas
para seus colegas de classe ou para alunos da 1, 2 e 3 sries. Converse
com seu professor e com os alunos e faa um levantamento das
dificuldades. Depois, prepare uma lista de atividades para fazer com seus
alunos.
  Bom trabalho!

  Sua famlia tambm pode ser voluntria
em diversas aes sociais. A seguir, telefones
de Centros de Voluntariado na maioria dos
Estados brasileiros:
<R+>
 Bahia: (71) 322-1867
 Cear: (85) 244-7225
 Distrito Federal: (61) 340-6127
 Esprito Santo: (27) 3382-3873
 Gois: (62) 201-9444
 Maranho: (98) 268-0016
 Mato Grosso do Sul: (67) 2106-5560
 Minas Gerais: (31) 3481-1188
 Par: (91) 275-3673
 Paran: (41) 322-8076
 Pernambuco: (81) 3269-1674
 Piau: (86) 223-2613
 Rio de Janeiro: (21) 2262-1110
 Rio Grande do Norte: (84) 211-1527
 Rio Grande do Sul: (51) 3227-5819
 Santa Catarina: (48) 222-1299
 So Paulo: (11) 3266-5477
 Sergipe: (79) 214-7380

Fonte: 
  ~,www.portaldovoluntario.org.~
  br~,
Acesso: 13 out. 2004.
<R->

               oooooooooooo
<63>
<p>
Unidade 3

Ao trabalho!

  Nesta unidade, voc vai
refletir sobre questes
relacionadas ao trabalho.
  Por que o homem
trabalha?  bom trabalhar?
As pessoas tambm tm
direitos no trabalho? H
emprego para todos? A
mquina substituir o
trabalho do homem?
  E agora... ao trabalho!

<64>
Uma atividade diferente

  O que voc quer ser no futuro?
  Leia o texto:

Estilista da Cavalera comeou 
  aos 7

  A estilista da marca Cavalera,
Thais Losso, 26 anos, conta que
comeou a se interessar por moda aos 7
anos. Meu pai comprou aquelas
bonequinhas de papel com as roupinhas.
S que eu no me contentei com aquilo e
comecei a desenhar outras peas para
elas, lembra. Depois, foi a vez de
desenhar e costurar trapinhos para
suas bonecas Susi.

<R+>
*Folha de S. Paulo*. So 
  Paulo, 28 maio
2001. Folhateen.
<R->

  Observe que a estilista, quando menina, no sabia que profisso
escolheria, mas j estava traando um caminho para sua vida profissional.

<65>
  O Datafolha realizou,
em agosto de 2003, uma
pesquisa com 329
crianas da cidade de So
Paulo sobre que profisso
desejavam exercer no
futuro.

<R+>
_`[{pergunta: "O que voc pretende ser quando ficar adulto?"
 9% -- veterinrio
 8% -- advogado
 6% -- professor
 6% -- jogador de futebol
 5% -- policial
 3% -- modelo
  Nas escolas particulares 4% dos alunos querem ser estilistas, contra nenhum na escola pblica_`]

*Folha de S. Paulo*. So 
  Paulo, 6 set. 2003. 
  Folhinha.

 1 Voc j pensou alguma vez sobre isso?
  Responda, em uma folha  parte, as perguntas e projete uma
profisso para voc!
 a) Qual  sua maior habilidade? Desenhar? Pintar? Falar em pblico?
  Escrever? Cuidar de outras pessoas?
 b) Voc j conversou com seus pais sobre isso? Qual  a opinio
deles?
 c) As pessoas percebem sua aptido em uma determinada rea?
<p>
 d) O que se deve levar em considerao para escolher uma
profisso?
<R->
  A seguir, apresente suas respostas  classe e construam um painel
com as profisses que vocs gostariam de exercer.

<66>
Vamos ler 1

  Quem ser o doutor Eduardo Quaresma?
Um mdico? Um advogado? Um engenheiro?
Um veterinrio?
  Que tipo de trabalho ele faz?
  Observe a capa do livro de Ruth Rocha:

<R+>
 _`[{ilustrao, mostrando um macaco pendurado no galho de uma rvore, outro na janela de uma casa e um outro no telhado_`]
<R->

  Agora, oua a histria que seu professor vai
ler e responda s perguntas que ele fizer:

Uma histria com mil macacos

  L na minha terra morava um grande cientista: o doutor   Eduardo
Quaresma. Ele estava tentando descobrir a cura de uma doena. Ou a
cura de uma poro de doenas, nem sei.
  S sei que o doutor, uma vez, precisou arranjar alguns macacos
para fazer experincias. Na minha cidade no tem Jardim Zoolgico. E
mesmo que tivesse, eu acho que os zoolgicos no andam dando
macacos assim, sem mais nem menos...
  Por isso, o doutor Quaresma mandou um telegrama para um
amigo dele, l na Transamaznica. Um tal de Jeremias no sei do qu.
  O telegrama era assim:
  Preciso de macacos para experincias. mande 1 ou 2 macacos, 
  Abraos. 
  Quaresma.
  O Zeca  o nosso telegrafista. Ele  meio desligado, distrado... (...)
  Um dia, chegou pelo trem das duas um grande engradado
endereado ao doutor. O doutor ficou espantado. Porque no
engradado vinham uns 10 ou 12 macacos.
  -- Ora essa, que exagero do Jeremias! -- pensou o doutor.
  Mas o doutor ficou satisfeito, porque podia comear suas
experincias. Acomodou os macacos no galinheiro, para grande
espanto das galinhas, e comeou o seu trabalho.
  No dia seguinte, pelo trem das duas, chegou mais um engradado
para o doutor. Com mais 10 ou 12 macacos.
  Quando a encomenda chegou, o doutor apavorou:
<67>
  -- Ser que o Jeremias ficou maluco?1 -- Mas guardou os macacos
como pde e prosseguiu nas experincias.
  S que, no dia seguinte, no dia seguinte ao dia seguinte, e nos dias
que se seguiram ao dia seguinte... Todos os dias, pontualmente, pelo
trem das duas, chegava um novo carregamento de macacos.
  O doutor comeou a ficar desesperado!
  -- Que ser que deu no Jeremias?2
  E resolveu falar com o Zeca. Verificar o telegrama que ele tinha
mandado.
  E caiu das nuvens, quando o Zeca mostrou o texto do telegrama a ele.
  --  isso, seu doutor. Mandei o telegrama direitinho.
  Telegrama
  destinatrio:
  Jeremias da Silva PT
  Transamaznica PT
  Preciso macacos
  Experincias PT
  Mande 1 o 2 macacos PT
  Abraos PT

  Remetente:
  Eduardo Quaresma PT

  Em vez de 1 ou 2, o Zeca escreveu: 1 O 2 macacos -- cento e dois macacos! (...)
  Eu nem vou contar a vocs o que o doutor disse pro Zeca...
  E, no dia seguinte, quando o trem das duas chegou com mais um
carregamento de macacos... Enquanto os empregados da estao tiravam
os macacos por um lado do trem, o doutor Quaresma embarcava pelo
outro. Nunca mais ningum da cidade ouviu falar do doutor.
  E os macacos? Bem, quando o doutor fugiu da cidade, deixou
uma carta, com cpia pra todo mundo.
  A carta dizia assim:
  *Eu vou-me embora desta cidade, mas deixo todos os meus bens
para o meu querido amigo, Zeca telegrafista.
  Eduardo Quaresma*
  E assim, o Zeca recebeu de presente os bens do doutor: a
macacada toda. E at hoje o Zeca  bab de macaco.

<R+>
Ruth Rocha. *Uma histria com mil macacos*. So Paulo: 
  tica, 2000.

<68>
Seguindo as pistas do texto

 1. Releia a histria de Ruth Rocha, identifique as profisses que aparecem
no texto e explique o que cada um desses profissionais faz.
 2. Em sua opinio, h alguma pista indicando se o doutor Quaresma
poderia ser um mdico ou um veterinrio? Por qu?
 3. Que trecho da histria revela a confuso que Zeca vai fazer no
telegrama?

 4. O doutor Quaresma pede a Zeca que envie um telegrama para
Jeremias. Copie o trecho que:
 a) mostra o telegrama que o doutor Quaresma queria enviar:
 b) mostra o telegrama que foi efetivamente enviado:

 5. Quais so as caractersticas de um telegrama? Converse com seus
colegas e, depois, responda.
 6. Eu vou-me embora desta cidade, mas deixo todos os meus bens para
o meu querido amigo, Zeca telegrafista.
  Eduardo Quaresma
 a) Por que esse trecho est grifado?
 b) Que outros elementos de uma carta faltam nesse fragmento?

 7. Que detalhe do telegrama provocou a confuso nessa histria?

<69>
Discutindo as idias do texto

 1. Que personagens da histria moram na mesma cidade do narrador?
 2. Releia esse fragmento do texto:
  Na minha cidade no tem Jardim Zoolgico.
  E mesmo que tivesse, eu acho que os
zoolgicos no andam dando macacos
assim, sem mais nem menos...
  O que o narrador quis dizer com a expresso sem mais nem menos?
 3. O texto utiliza uma linguagem bem-humorada. Com que finalidade o
autor explora esse tipo de linguagem?
 4. Em sua opinio, os cientistas devem utilizar animais em suas
experincias? Justifique.
<R->

Detalhe puxa detalhe

  Alguns detalhes, como a mudana de posio de uma palavra na frase
ou a substituio de uma palavra por outra, podem mudar totalmente o
sentido de uma frase.
  Veja:
<R+>
 1. Uma histria *com* mil macacos.
  Uma histria *para* mil macacos.
  O que aconteceu com as frases destacadas?
 2. L na minha terra morava um *grande* cientista.
  L na minha terra morava um cientista grande.
  Na frase do texto, o adjetivo vem antes do substantivo ao qual se
refere. Se aparecer depois, o sentido ser outro? Observe a segunda
frase e explique o que aconteceu.
 3. Enquanto os empregados *da* estao tiravam os macacos...
  Enquanto os empregados *na* estao tiravam os macacos...
  O sentido da frase se altera com a substituio de *da* por *na*? Justifique.
<R->

<70>
Divertimento

  O trem das duas trouxe um carregamento de 10 macacos por dia.
Imagine que um carregamento chegou no dia 20 de julho e o outro,
no dia seguinte ao dia seguinte.
  Pergunta-se:
<R+>
 a) Quantos dias o trem trouxe carregamento de macacos?
 b) Que dias foram esses?
 c) No total, quantos macacos o trem transportou?

<71>
Agora voc escreve

 1. Observe o
telegrama que
Zeca enviou para
Jeremias em nome
do doutor
Quaresma:
  "Preciso macacos pt
  Experincias pt
  Mande 102 macacos pt
  Abraos pt"
  Agora escreva um
telegrama para
Jeremias, solicitando
a ele que s envie
macacos para o
Jardim Zoolgico.
 2. Escreva uma carta para o doutor Quaresma, pedindo
ajuda para o Zeca, j que ele est cuidando sozinho de toda a
macacada da cidade.
<R->

Avaliando o texto

  Troque seu trabalho com um de colega.
<R+>
  Quanto ao telegrama:
 a) Foi escrito com o menor nmero de palavras possvel?
 b) Foram utilizadas abreviaturas?
 c) O destinatrio  Jeremias? O remetente  o seu colega?

  Quanto  carta:
 a) O texto apresenta um pedido de ajuda?
 b) O destinatrio  o doutor Quaresma? O remetente  o seu colega?
 c) No texto, consta a data? A despedida? O nome do destinatrio?
<R->

<72>
Roda de leitura

  Eu trabalho... tu trabalhas... ele trabalha...
  Em grupo, interprete os poemas abaixo e descubra o lado potico de
algumas profisses.

<R+>
 1 --
 O mecnico

 Mrio, mecnico
 no tem carro prprio
 conserta o dos outros
 com sabedoria
 o fio condutor
 do seu corao
 faz ligao
 com a bateria

 Mrio, mecnico
 suas mos, mesmo sujas,
 esto sempre limpas
 pois elas consertam
 objetos quebrados
 dando vida a outras
 coisas criadas

 Eu sei, Mrio:
 hoje o mundo
 anda meio enguiado
 mas ele funciona
 quando as pessoas
 (como voc)
 recriam a partir
 dos ferros usados!

 2 --
 O sapateiro

 Sapatos de todos os tipos
 empilhados, usados, manchados,
 na oficina do sapateiro.

 Quantas caladas andaram
 esses sapatos,
 quantas festas, quantos rumos,
 e, sobretudo,
 quantas encruzilhadas?

 Indiferente a tantas histrias
 o sapateiro martela, cola,
 bate sola o dia inteiro.

 Ento, cansado, fecha a porta
 da oficina, atravessa a rua
 e vai pra casa com seu sapato
 furado,
 que santo de casa no faz milagre.

Textos de Anna Flora. *Em 
  volta do quarteiro*. Rio de Janeiro: Salamandra, 1986.

<73>
 3 --
 O amolador de faca

 ZZZIIIMMMM GGGGRRRRR
 ZZZIIIMMMM GGGGRRRRR
<p>
 
 A msica afiada corta o ouvido
 me arrepia o som do amolador
  Aparcio aparecendo nas casas
 rachando vidraas, desafia a dor:

 ZZZIIIMMMM... GGGRRR...
 ZZZIIIMMMM... GGGGRRR...

 Toda casa precisa de faca
 as pessoas o chamam pela sacada:
 Aparcio! acerte a minha!
 ela no est cortando mais nada!

 ZZZIIIMMMM!!! GGGRRRRR!!!
 ZZZIIIMMMM!!! GGGRRRR!!!!

 Aparcio fala:
 Amanh vou afiar as idias do
 prefeito
 quem sabe desse jeito, ele tem
 mais respeito
 pelos que esto na praa, 
 procura de emprego?
  lngua afiada a minha, s!

 ZZZZIIIMMMM GGGRRRRRRR
 ZZZZIIIMMMM GGGRRRRRRR
<p>
 4 --
 A arquiteta

 A arquiteta gostaria
 de projetar mil casas
 por dia,
 areo, subterrneo,
 casas de vidro e de paina,
 redondo, de esvoaantes
 telhados.

 Em frente  prancheta
 a arquiteta sonha
 o justo sonho
 de todo mundo ter
 onde morar.

Textos de Roseana Murray. 
  *Artes e ofcios*.
So Paulo: FTD, 1991.

<74>
Trabalhando a oralidade

 1. Veja a obra a seguir, *As
costureiras*, de uma das
maiores pintoras do
modernismo brasileiro:
Tarsila do Amaral.
  A obra nos leva a
pensar sobre o
trabalho feminino.

_`[{vrias mulheres trabalham num pequeno cmodo. Em volta de uma pequena mesa, duas costuram  mo, outras duas esticam tecidos. Ao lado, uma delas costura em uma mquina antiga. Ao fundo, algumas outras experimentam as roupas em manequins de madeira. Todas trabalham srias e compenetradas_`]

Tarsila do Amaral. *Costureiras*.
leo sobre tela, 1950.
<R->

  Observe novamente o quadro e, depois, converse com seus colegas de
classe:
<R+>
 a) Em que local as mulheres esto trabalhando?
 b) Em sua opinio, o que expressa a fisionomia das mulheres
retratadas?
 c) Pode-se dizer que essas mulheres trabalham em uma confeco
moderna? Por qu?
<p>
 2. Alm de seu prprio esforo, o homem contou com a tecnologia para
desenvolver seu trabalho. Desde a poca das fbricas at a era do
computador, a mquina  um elemento importante para o trabalhador
em suas atividades.
<R->
  Em sua opinio, as mquinas ameaam o emprego do homem na
sociedade atual?
  Voc e seus colegas vo se dividir em trs grupos: um vai defender a
idia de que as mquinas so uma ameaa ao emprego do trabalhador;
outro vai ser contrrio a essa idia e o terceiro vai analisar os
argumentos apresentados e fazer os comentrios finais, tentando chegar
a uma concluso sobre o assunto.

<75>
Texto do dia-a-dia

  Nos jornais, voc pode encontrar anncios classificados com ofertas de
emprego.
<p>
  Leia abaixo alguns desses anncios:

<R+>
 Advogados(as). Escritrio com atuao em todas as reas do direito, necessitando de Advogados(as) com experincia. Currculo para
 Agente Turismo. Precisamos pessoas c/grande prtica e experincia em operao e organizao de pacotes tursticas em todas as etapas: nacional e internacional.
 Analista de Crdito c/experincia comprovada, 2 grau, informtica. C/disponibilidade horrios, p/ atuar Instituio Financeira. R$490,00 + benefcios. Comparecer c/ currculo 4 feira (08/09).
 Professor(a) Ingls/Italiano. Wizard Tijuca/Madureira, 2 turnos, sbado. Em formao c/licenciatura. Currculo.
 Figurantes. Sem limite idade, s/experincia -- todos perfis. Urgncia: negros orientais, moas, rapazes, exticos, crianas r/ programa TV. (Informamos tambm domingo).
 Analista Laboratrio. Superior completo. Experincia Microbiologia, Anlise esterilidade, Pirognio, Plaqueamento superfcies em rea limpas, Validao de mtodos Bionalticos.
 Farmacutico(a) com especializao em homeopatia. Farmcia em Jacarepagu de manipulao e homeopatia precisa-se urgente. Marcar entrevista c/
 Clnico Geral. Casa de sade em S. Joo de Meriti, precisa p/ Planto de 24 horas, no sbado. Tratar 2 feira,
 Recepcionista. Clnica Dermatologia Barra. Conhecimento recepo mdica/informtica. Disponibilidade horrio. Sbado alternados. Salrio + benefcios. CV.
 Mdicos(as) Clnica popular, iniciando em bairro c/alto ndice residencial, necessita para ambulatrio: Clnico, cardiologista, angiologista. Tratar hor. Com. 2 f/6 f c/

*O Globo*. Rio de Janeiro: 5 set. 2004. Caderno Classificados.

 1. Como esto organizados os anncios de empregos nos jornais?
 2. Por que os anncios classificados utilizam letras pequenas e pouco
espao no jornal?
 3. Para quem procura emprego nos classificados de jornais, que
informaes so mais importantes?
 4. Os trabalhadores aos quais os empregos esto sendo oferecidos
exercem profisses antigas ou atuais?
 5. Nesses classificados, h dois profissionais com cargos cujos nomes so
parecidos: analista de crdito e analista de laboratrio. O que cada um
desses profissionais faz?
<R->
<L>
<76>
 Detalhe puxa detalhe

  Que tal conhecer mais um pouco sobre as profisses de seus
familiares, seus vizinhos e conhecidos?
<R+>
 1. Escolha um adulto para entrevistar. Depois, prepare o roteiro de sua
entrevista, com perguntas que possibilitem aprender sobre a profisso
em questo. Marque o dia da entrevista e no se esquea de anotar
todas as respostas!
 2. Depois de feita a entrevista, transcreva as perguntas e respostas para
uma folha de papel e apresente seu trabalho para a classe.
 3. Quando todos tiverem apresentado suas entrevistas, ampliem o mural
feito no incio da unidade com os trabalhos e conversem: as entrevistas
serviram para vocs aprenderem um pouco mais sobre as profisses?
<p>
 4. Escolham a profisso que mais interessou a vocs e programem uma
visita de um profissional dessa rea  escola, para que vocs possam
esclarecer todas suas dvidas.
<R->

<77>
Divertimento

  Quatro amigos so msicos e tocam na mesma banda de rock.
Lucas toca flauta, mas no guitarra. Carla toca guitarra e bateria.
Luciano tambm toca bateria, mas no sabe tocar flauta.Tiago toca
guitarra, mas no bateria. Se cada componente da banda toca dois de
trs instrumentos, quem pode substituir Carla, se ela ficar doente?
 Lucas -- Luciano -- Tiago

<78>
Curiosidade

  Voc sabia que existe, na Declarao Universal dos Direitos Humanos,
um artigo que protege as pessoas em suas relaes de trabalho?
  Leia:
<R+>
 1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, 
livre escolha do trabalho, a condies
equitativas e satisfatrias de trabalho e 
proteo contra o desemprego.
 2. Todos tm direito, sem discriminao
alguma, a salrio igual por trabalho igual.
 3. Quem trabalha tem direito a uma
remunerao equitativa e satisfatria, que
lhe permita e  sua famlia uma existncia
conforme com a dignidade humana, e
completada, se possvel, por todos os
outros meios de proteo social.
<p>
 4. Toda a pessoa tem o direito de fundar
com outras pessoas sindicatos e de se
filiar em sindicatos para defesa dos seus
interesses.

Artigo XXIII da Declarao 
  Universal dos Direitos Humanos,
proclamada pela ONU em 10 de dezembro de 1948.
~,http:www.unhchr.chudhr~
  langpor.htm.
Acesso: 20 out. 2004.
<R->

  Troque idias com a classe: por que se elabora uma declarao
como essa? A seguir, observe em sua cidade, leia os jornais e assista
aos noticirios televisivos: em sua opinio, esses direitos esto sendo
garantidos no Brasil?

<79>
<p>
Vamos ler 2

<R+>
 A --
 Domstica que era o mximo deixa o emprego porque no recebia nem mnimo

Revista da Folha. *Folha de 
  S. Paulo*, So
Paulo, 9 jul. 1995. Detalhe de anncio
da Folha Informaes Datacasa.

 B --
 _`[{charge mostrando desempregados decepcionados lendo um cartaz de empregos numa parede de rua. Nele, abaixo do ttulo "Empregos", l-se: "No h vagas". "No h vagas". "No h vagas". Na parte inferior do anncio, o aviso: "Sorria, voc est sendo filmado!"_`]
 
Jean. *Folha de S. Paulo*,
So Paulo, 1 maio 2002.

<80>
 1. No texto A:
 a) O que quer dizer a frase: Domstica que era o mximo?
 b) Por que a empregada deixa o emprego?

2. No texto B:
 a) Como reagem as pessoas diante do cartaz?
 b) Onde costuma estar escrita a frase Sorria, voc est sendo
filmado!?
 c) Como voc explica o humor da charge?

 3. O anncio publicitrio e a charge mostram situaes em que o artigo
XXIII da Declarao Universal dos Direitos Humanos est sendo
desrespeitado.
 a) Que trecho do artigo est sendo desrespeitado na situao
apresentada no texto A?
 b) Que trecho do artigo est sendo desrespeitado na situao
apresentada no texto B?
<R->

<81>
<p>
Texto dialoga com texto

  Portinari e Odette de Barros Mott mostram, na pintura e na literatura,
a vida de muitos brasileiros. Por que essas pessoas abandonam o campo e
vo para as grandes cidades? Falta trabalho no campo? Gostam da agitao
da cidade grande?
  Observe a tela de Portinari e, depois, leia o texto de Odete de Barros.

 A --
<R+>
 _`[{famlia de retirantes formada por um velho, um casal e seis filhos. Os poucos pertences esto enrolados em trouxas de pano. O homem leva uma amarrada num pedao de pau sobre o ombro e a mulher leva outra sobre a cabea, segura por uma das mos. No outro brao, carrega o beb de colo. Todos so esquelticos, usam roupas gastas e remendadas. Suas expresses so tristes e sofridas. Caminham pelo cho seco, sem vegetao. A paisagem e os personagens apresentam-se em cores escuras: marrom, preto, azul-escuro e ocre. Tudo denota misria e desolao_`]
 
Candido Portinari. *Retirantes*. Painel a leo sobre tela, 1944.
<R->

<82>
 B --
 Justino, o retirante

  (...)
  Justino lembra-se da me, do pai, da pobre casinha. Custara-lhe
deixar o lugar onde nascera. Tudo aquilo que sempre amara deixou
ali nas terras do Coronel, daquele peste que
lhes tomara as plantaes. Junto s
lembranas queridas, surge a viso do
gado a pisotear a terra que o pai
lavrara.
  Olha os companheiros de
viagem, as mulheres
aconchegando crianas nas
redes. Elas pedem o que
comer.
  -- Me, qu com!
  Sempre o mesmo pedido,
o mesmo tom lamurioso.
Ser que em algum lugar da
Terra haver de comer para
todas as crianas, para
encher suas barriguinhas?,
pensa Justino, enquanto v
os homens pitando os seus
cigarros, que no so
pirilampos a acender e
apagar suas luzinhas.
  -- Menino, deita-se e dorme,
no adianta ficar pensando.
Amanh temos que caminhar cedo
e o cho  grande -- diz a velha.
Justino obedece e estica a rede.
Enrolando-se nela, parece sentir os braos de
me a embal-lo. Sente o calor de Pit junto aos ps,
olha mais uma vez os piri-
<p>
lampos e dorme...
Assim comea a vida do menino Justino, retirante.

<R+>
Odette de Barros Mott. 
  *Justino, o retirante*.
So Paulo: Brasiliense, 1997.

<83>
 1. Tanto no texto A quanto no texto B h algo que explica o tipo de vida
de um grupo de pessoas. Que pista  essa?

 2. De acordo com a tela de 
  Portinari:
 a) Como  o cenrio em que se encontram os retirantes? Que cores
foram utilizadas para 
  caracterizar esse ambiente?
 b) Como Portinari retrata as pessoas e seus pertences?

 3. No texto sobre Justino, que trecho mostra a relao de poder e o
desemprego no dia-a-dia do trabalho rural?
 4. Que passagem do texto indica a idade de Justino?
 5. Observe as frases a seguir:
  (...) surge a viso do gado a pisotear a *terra* que o pai lavrara.
Ser que em algum lugar da *Terra* haver de comer para todas as
crianas (...)?
  Agora, responda: qual  o sentido da palavra *terra* em cada frase?
 6. Tudo aquilo que sempre amara deixou ali nas terras do *Coronel*
  (...)
  Na frase acima, o que significa utilizar a palavra *coronel* com inicial
minscula ou maiscula?
 7. Por que algumas pessoas que vivem no campo buscam a cidade
grande? Justifique sua resposta.
 8. Observe a foto ao lado, converse
com a classe e depois d sua
opinio sobre a seguinte questo:
os trabalhadores, de um modo geral,
tm boas condies de trabalho?

_`[{foto descrita por sua legenda_`]
  Legenda: Em uma fbrica de adubos orgnicos em
Ilhus (BA), rapaz trabalha sem
equipamentos de proteo.
<R->

<84>
Na ponta da lngua

  Observe as palavras em destaque:

  Tudo aquilo que
sempre *amara* deixou ali
nas terras do Coronel,
daquele peste que lhes
*tomara* as plantaes.
Junto s lembranas
queridas, surge a viso do
gado a pisotear a terra que
o pai *lavrara*.

<R+>
 1. Que passado indicam as formas verbais grifadas: um passado prximo
ou mais distante?
 2. Agora, reescreva o perodo colocando esses verbos
no futuro.
 3. Que sentido produz essa alterao?

 4. A seguir, compare:
  Tudo aquilo que sempre *amaria* deixou ali nas terras do
Coronel (...) Junto s lembranas queridas, surge a viso do gado a
pisotear a terra que o pai *lavraria*.
 a) Os verbos destacados tambm esto no futuro?
 b) Qual  a diferena entre o futuro que voc utilizou na atividade 2 e
o utilizado nesta atividade?
<R->

<85>
Ateno  fala e  escrita

  Retome os fragmentos e observe:
  Tudo aquilo que sempre *amara* deixou ali nas terras do Coronel,
daquele peste que lhes *tomara* as plantaes. Junto s lembranas
queridas, surge a viso do gado a pisotear a terra que o pai *lavrara*.
<R+>
 1. Tudo aquilo que sempre amar deixou ali nas terras do Coronel,
daquele peste que lhes tomar as plantaes. Junto s lembranas
queridas, surge a viso do gado a pisotear a terra que o pai lavrar.
 a) O que possibilitou a mudana de tempo nas formas verbais
destacadas?
 b) Quais so as slabas tnicas das palavras destacadas?

 2. Por que certas palavras recebem acento grfico e outras no?
<R->

  Os *acentos grficos* indicam a slaba tnica ou a pronncia correta
da palavra.

<R+>
 3. Voc entende o que a frase a seguir significa?
  A menina era *sabia* porque *sabia* tudo sobre o *sabia*.
<R->

  Usando a acentuao grfica, reescreva a frase acima, dando sentido a ela.

  As palavras podem ser classificadas de acordo com sua slaba
tnica. Quando a slaba tnica  a ltima, a palavra  *oxtona*; quando
 a penltima, a palavra  *paroxtona*; e quando  a antepenltima, a
palavra  *proparoxtona*.

<86>
Agora voc escreve

  Antes de escrever, voc vai organizar as idias de um texto que conta
uma histria de crianas que, assim como Justino, precisam lutar pela
prpria sobrevivncia. Mas, para isso, voc vai precisar organizar o texto...
  Formem grupos e sigam o roteiro:
<R+>
 1. Leiam todas as partes do texto.
 2. Faam uma segunda leitura, observem as frases, as palavras e a
pontuao. Criem um ttulo para cada pargrafo, considerando as
informaes apresentadas.
 3. Com base nos ttulos dados a cada pargrafo, indiquem a ordem
numrica correta, de acordo com a seqncia de idias do texto.
<R->
  Agora, cada grupo apresenta para a classe seu resultado.A classe vai,
ento, definir qual  a melhor seqncia para o texto. O professor vai ler o
texto final, que dever ser copiado.

Os filhos do carvo

 1 --
  O mdico me proibiu de mexer com
fumaa, pois j tive pneumonia. Mas meu pai
no agenta trabalhar sozinho. Desde os 7
anos eu ajudo ele. Comecei fazendo porta de
forno, depois aprendi de tudo.

 2 --
  Sabe o que  esse gato preto entre
aspas?  o empreiteiro, o homem que
contrata os carvoejadores e depois leva
todos para morar em barracas, dentro das
florestas onde esto os eucaliptos que vo
virar carvo.  ali, no meio da fumaa e
longe da cidade, que famlias como a de
Luciene vivem.

<87>
 3 --
  Aposto que voc no sabia que o carvo
 a lenha do eucalipto queimado em fornos
chamados rabos quentes, sabia? E, se no
sabia disso, tambm no deve saber que
rabo quente  uma espcie de iglu (j viu
como  a casa do esquim?), feito de tijolo
e barro, que arde e estala com o fogo aceso
durante trs dias.

 4 --
  Agora, pare um pouco e pense como deve ser
horrvel a gente no poder deitar na cama macia,
cheirosa e quentinha, ainda mais quando est
caindo de cansado. Pois ... Esta histria dos
filhos do carvo s tem fumaa e tristeza. Se eu
fosse pintar, s usaria o lpis cinza. E o preto
tambm, claro, pra pintar o carvo e o gato.

 5 --
  Quem contou e at mostrou tudo
isso para a minha professora foi a
Luciene, uma menina de 15 anos, que
vive numa fazenda em gua Clara (no
Mato Grosso do Sul). Ela tem mais
dois irmos adolescentes e duas irms
pequenas. Todos trabalham com o pai
numa carvoaria. Escute s o que mais
ela falou:

 6 --
  Esta histria cinza-triste me faz
lembrar de amarelinha.  que minha me
sempre me d um pedao de carvo
quando eu quero riscar uma amarelinha
na calada.  melhor que giz, porque o
preto aparece mais. Ser que essas
crianas do carvo j brincaram alguma
vez de amarelinha?

<R+>
J Azevedo, Iolanda Huzak, Cristina Porto. *Serafina e a criana que trabalha:
histrias de verdade*. So Paulo: 
  tica, 1996.
<R->
<L>
<88>
 Vamos ler 3

  Agora que voc j organizou Os filhos do carvo na seqncia releia o texto.

<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. O narrador explica o que  o *carvo*.  a lenha do eucalipto queimada
em fornos chamados rabos quentes. Consulte o dicionrio: o que
significa essa expresso?

 2. O que significam os termos:
 a) carvoeiro
 b) carvoejador

 3. Agora indique, de acordo com o texto, quem so carvoeiros e quem
so carvoejadores.
 4. O texto fala do relato de vrias pessoas. Indique que pessoas so essas:
<p>
 5. Indique, nos pargrafos do texto, quem est contando a histria.

Discutindo as idias do texto

 1. Por que o(a) narrador(a) afirma que a histria dos carvoejadores 
cinza-triste?
 2. Segundo a Declarao dos Direitos da Criana, proclamada em 20 de
novembro de 1959 pela Assemblia Geral das Naes Unidas:
 PRINCPIO 4
  A criana gozar os benefcios da previdncia social.
Ter direito a crescer e criar-se com sade (...). A criana ter
direito a alimentao, habitao, recreao e assistncia mdica
adequadas.

~,http:www.unicef.orgbrazil~
  decl{-dir.htm~, Acesso: 22 out. 2004.
<R->
<p>
  Esse princpio est sendo colocado em prtica? Justifique.

<89>
Divertimento

  Voc j imaginou o que estar fazendo dentro de dez anos?
Independentemente do que esteja fazendo,  muito provvel que j
tenha escolhido sua profisso. E, se ainda no tiver um emprego,
precisar de um currculo para mostrar tudo que voc j fez.
  Copie o modelo abaixo em uma folha  parte e elabore um
currculo, listando, nele, tudo o que voc acha que ter feito em
relao  profisso que voc escolheu. Depois que o trabalho estiver
pronto, apresente-o  classe.
  Em caso de dvida, consulte o professor!

CURRCULO
 DADOS PESSOAIS
  Nome:
  Endereo residencial:
  Telefone: e-mail:
  Data de nascimento:
  Local:

 FORMAO
  Estabelecimento de ensino:
  Grau de escolaridade:
  Ano de concluso:
  Outros cursos:

 EXPERINCIA:
  Atividade: Perodo:
  Atividade: Perodo:
  (Local e data)
  (Assinatura)

<90>
Uma atividade diferente

  Nesta unidade, vimos
algumas profisses muito
antigas, como amolador
de facas, sapateiro...
  E como sero as
profisses do futuro?
  Observe a
ilustrao:

<R+>
 _`[{um menino sentado num banco de uma praa, num tempo futuro, pensa sobre o que vai ser e 
  imagina-se trabalhando com pesquisas com DNA e robs_`]

 1 Com um colega, invente uma profisso que, na opinio de vocs,
ser muito importante em 2020.
 a) Pensem, primeiro, nas caractersticas desse profissional:
 -- O que ele vai fazer?
 -- Onde vai trabalhar?
 -- Vai utilizar algum tipo de mquina?
 -- Com quem vai trabalhar?
 -- Usar roupa especial no trabalho?
 -- Em que a atividade desse profissional ser til  sociedade?
 b) Numa folha de papel, escrevam um poema apresentando ao
mundo atual o profissional do futuro.
<p>
 c) Ilustrem o poema com o desenho desse profissional.A seguir,
montem, com os poemas e desenhos, um painel: *Profissionais do
futuro*.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Primeira Parte
